Italy: New book foretells north's secession
Milan, 20 Nov. (AKI) - A new book which envisages the north of Italy seceding from the "thieving" south has been selling well in the country's northeast. The book entitled, 'Italian Brothers?', canvasses the potential of the northern Veneto and Lombardy regions declaring independence after Italy's regional elections next year.
Buoyed by strong gains in the regional elections, the book foresees the Northern League failing to back the government led by Italian prime minister Silvio Berlusconi's ruling conservative People of Freedom party in a confidence vote, bringing it down.
A 'national unity' government is then formed and led by economist and former European Union competition commissioner Mario Monti as prime minister.
Despite initial promises of financial rigour, the new government cancels the debts of the southern cities of Naples, Taranto, Reggio Calabria and Palermo.
In the book, Italy's current agriculture minister, Luca Zaia (photo) from the anti-immigrant Northern League party is elected governor of the northeastern Veneto region.
He announces the region will withhold all taxes collected by the central Italian government and that 700 new workers will be hired, while dissolving the regional parliament and calling fresh elections.
Shortly afterwards, a soccer match between the Sicilian city of Catania and the northern city of Veneto's Chievo team, a dodgy penalty sparks violence in which six Chievo fans are killed.
The fans' deaths and funerals stoke strong 'nationalist' emotions in the surrounding Veneto region and the momentum for independence becomes unstoppable.
Fresh regional elections are held and Zaia wins a landslide victory taking 74 percent of the vote.
Zaia issues a new constitution and cuts taxes to 35 percent.
The regional government raises five million euros in a matter of days via regional bonds underwritten by local banks and the Veneto region's expropriation of Italian government property.
The neighbouring northern region of Lombardy is swept along by the momentum of Veneto's secession and also declares independence.
In the book's fanciful account, the north then secedes from the south.
"We wanted to highlight that such a future scenario is already a reality," said Davide Corritore, one of the book's authors and a centre-left opposition member of the northern city of Milan's town council.
"Let's not forget the independence of so-called Padania is enshrined in Article 1 of the Northern League's statute."
'Padania' is an alternative geographical name for northern Italy used by the Northern League party. It orignally referred to the Po Valley area.
The Northern League made the strongest gains of any party in Italy's general election in April last year with 8.3 percent of votes nationwide - double its share in the 2006 election.
In the European Parliament elections in May, the party took 10.2 percent of the vote.
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 5 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI fez um chamado a todas as consciências para redescobrir na lei natural o fundamento da convivência democrática e evitar assim que a opinião da maioria ou dos mais fortes se converta no critério do bem ou do mal.
Em uma audiência aos membros da Comissão Teológica Internacional, que congrega alguns dos melhores teólogos de todos os continentes, o Papa quis tratar nesta sexta-feira do que considera como o antídoto para o «relativismo ético».
A lei natural é, segundo explicou o Papa, essa «norma escrita pelo Criador no coração do homem» que lhe permite distinguir o bem do mal.
Porém, reconheceu, «em muitos pensadores parece dominar hoje uma concepção positivista do direito. Segundo eles, a humanidade, ou a sociedade, ou de fato a maioria dos cidadãos se converte na fonte última da lei civil».
«O problema que se propõe não é, portanto, a busca do bem, mas a do poder, ou melhor, a do equilíbrio de poderes», reconheceu ante os teólogos da Comissão que estão escrevendo um documento sobre a lei natural.
«Na raiz desta tendência se encontra o relativismo ético, no qual alguns vêem inclusive uma das principais condições da democracia, pois o relativismo garantiria a tolerância e o respeito recíproco das pessoas», afirmou.
Mas se fosse assim, continuou advertindo, «uma maioria composta em um momento se converteria na última fonte do direito».
«A história demonstra com grande clareza que as maiorias podem errar – alertou. A verdadeira racionalidade não está garantida pelo consenso de uma maioria, mas somente pela transparência da razão humana ante a Razão criadora e pela escuta desta Fonte de nossa racionalidade.»
Quando entram em jogo «as exigências fundamentais da dignidade da pessoa humana, de sua vida, da instituição familiar, da justiça da ordem social, ou seja, os direitos fundamentais do homem, nenhuma lei feita pelos homens pode tocar a norma escrita pelo Criador no coração do homem, sem que a sociedade seja afetada dramaticamente no que constitui seu fundamento irrenunciável», declarou.
«A lei natural se converte deste modo em garantia oferecida a cada um para viver livremente e ser respeitado em sua dignidade, ficando livre de toda manipulação ideológica e de todo arbítrio ou abuso do mais forte.»
«Ninguém pode se eximir desta exigência – continuou advertindo o Papa. Se por um trágico obscurecimento da consciência coletiva, o ceticismo e o relativismo ético chegassem a cancelar os princípios fundamentais da lei moral natural, a própria ordem democrática ficaria radicalmente ferida em seus fundamentos».
«Contra este obscurecimento, que é a crise da civilização humana, antes inclusive que da cristã, é necessário mobilizar a todas as consciências dos homens de boa vontade, leigos ou pertencentes a religiões diferentes do cristianismo, para que juntos e de maneira concreta se comprometam a criar, na cultura e na sociedade civil e política, as condições necessárias para uma plena consciência do valor inegável da lei moral natural.»
«Do respeito desta depende de fato o avanço dos indivíduos e da sociedade no caminho do autêntico progresso, em conformidade com a reta razão, que é participação na Razão eterna de Deus», concluiu o Papa.

