Tuesday, September 17, 2019

Cancelando definitivamente a cultura do cancelamento?

Sheriff helped plot his own deputy’s killing over ‘racially offensive’ tape, prosecutors say (Washington Post):

Granville County Sheriff Brindell Wilkins learned one of his deputies had a tape of him making “racially offensive” comments, prosecutors say. So the North Carolina lawman encouraged another man to kill the officer, according to a felony indictment revealed late Monday night.

“The only way you gonna stop him is kill him,” Wilkins allegedly told the would-be shooter in a 2014 recorded phone call about a plan to kill former deputy Joshua Freeman. The plot was not carried out.

Um espectro assombra o mundo - o espectro das greves (II)

Trabalhadores avançam para a greve na General Motors (Esquerda.net):

As negociações entre sindicato e fabricante automóvel falharam. Pela primeira vez em doze anos, os 49 mil trabalhadores estão em greve esta segunda-feira por melhores salários e menos precariedade.
Kaiser healthcare workers plan for nation's largest strike since 1997 (Salon):
More than 80,000 Kaiser Permanente emergency medical technicians, nurses, respiratory therapists and other staffers are threatening to walk out of work next month, in what could be the nation's largest strike since 1997.
Ver o post de maio, Um espectro assombra o mundo, o espectro das greves.

Textos da esquerda de Hong Kong

Lausan - Sharing decolonial left perspectives on Hong Kong:

Lausan 流傘 is a collective of writers, researchers, activists and artists from Hong Kong and its diasporas, engaging with the city’s political struggle. Through translation, creation, and education, Lausan 流傘 aims to build solidarity on the international left with Hong Kongers’ unfinished fight to imagine emancipatory futures after colonialism, against both Chinese and Western imperialism.

Monday, September 16, 2019

Como escapar da Torre de Londres?

Uma espécie de "jogo" (tipo ficção interativa), via Twitter, inspirado num caso real:


"Lugar de fala" - um conceito quase estritamente lusófono?


Sunday, September 15, 2019

Suspensão do parlamento britânico está para durar? (II)

Government could suspend parliament for a second time if it loses court case (The New European):

The Sunday Times and Mail on Sunday reports that during a meeting of ministerial aides on Friday evening, Cummings warned of a "nuclear" option which means if the courts ruled against the government it "could just prorogue again".

He is alleged to have added: "The constitutional crisis is only just beginning."








Suspensão do parlamento britânico está para durar?

Boris Johnson could still force prorogation for a second time, por Joe Moor (The Telegraph):

[Via Christopher Hope]


Friday, September 13, 2019

Regressando à questão da endogamia

Esta conversa já passou um bocado de moda, mas vou escrever alguma coisa sobre a famosa questão dos familiares de membros do governo. Nomeadamente sobre a questão se a situação atual é similar a outras que aconteceram noutros governos.

Eu diria que isso depende muito de uma coisa - de qual o motivo porque se acha que é mau haver parentes próximos no governo ou órgãos similares; é que há vários motivos possíveis:

a) Conflito de interesses: no Conselho de Ministros discute-se as propostas de cada ministro, e portanto estar lá mulher e marido, ou pai e filha pode perverter a conversa, já que podem ter dificuldade em avaliar objetivamente as ideias dos seus familiares próximos; nesse ponto a situação deste governo parece-me realmente diferente de outros casos (p.ex., os irmãos Miguel e Leonor Beleza) em que os familiares não estiveram ao mesmo tempo no governo; penso que será também diferente de situações em que o tio era ministro e sobrinho secretário de estado (como Diamantino Durão e Durão Barroso), já que suponho que não participavam os dois do conselho de ministros (embora sendo Durão Barroso um secretário de estado com muito peso no governo, se calhar até participava).

b) Possível nepotismo: haverem familiares no governo e zonas próximas pode ser um sintoma que as pessoas estão a ser escolhidas via cunhas e não pelo seu mérito pessoal. Curiosamente, nesse ponto, até acho que a situação inverte-se face ao anterior - é mais preocupante quando familiares são nomeados para cargos subalternos, não quando são todos ministros (ou, generalizando, estão no mesmo nível hierárquico); porque digo isto - uma ministra pode ter influência para conseguir nomear o marido para assessor, diretor-geral, talvez secretário de estado, mas dificilmente conseguiria nomear o marido como ministro; afinal, quem nomeia os ministros é o primeiro-ministro, e em principio uma ministra não terá nenhum ascendente sobre o primeiro-ministro que lhe permita meter uma cunha para o marido ser também ministro (regra geral, é difícil meter cunhas para lugares no mesmo nível que o nosso - é para cargos inferiores que normalmente se metem cunhas). Neste ponto, o que é preocupante serão as vagas de nomeações para assessores, gabinetes, etc. que todos os governos têm feito, não os 4 ministros familiares (o problema específico deste governo). Claro que se pode argumentar que as nomeações para ministros surgem na sequência de uma carreira, e que nos níveis inferiores podem ter beneficiado de cunhas, e que sem esse passado prévio nunca ninguém se teria lembrado deles para ministros; mas ai vamos ao ponto seguinte

c) Sinal que a classe política é um grupo fechado, onde só entram familiares e amigos: este ponto tem algumas semelhanças com o anterior, mas não se refere às pessoas terem sido nomeadas para aquele cargo especifico por nepotismo, refere-se aos privilégios que os familiares de políticos têm no processo de entrada na carreira política. Neste ponto, pouca diferença faz que os familiares sejam todos ministros, ou que estejamos a falar de uma ministra casada com um deputado, nem sequer é relevante que tenham sido ministros no mesmo momento ou em momentos diferentes (como os irmãos Beleza) - mais: se alguma coisa, se calhar ainda mais preocupante será vermos, ao longo de anos ou décadas, familiares a revezarem-se em cargos na política ativa (como se desculpava há dias o Marques Mendes, dizendo que nem o pai nem a irmã ocuparam cargos políticos relevantes na mesma altura que ele), já que será indicativo que o sistema é tão fechado que as mesmas famílias permanecem em cargos de topo durante décadas e por várias gerações.

Poderá perguntar-se porque é que eu publico este post agora, num momento em que o assunto já nem está a ser discutido - bem, a ideia era isto ser o primeiro post de uma série de posts sobre a questão da "igualdade de oportunidades" (iria ter uma continuação que provavelmente iria chamar-se "Contributo para uma teoria geral da endogamia e da discrminação"), e iriam ser publicados todos de seguida (ou seja, estava à espera de escrever o/os outro/os post/s para publicar também este). Mas como afinal esse outro post ainda irá demorar muito a ser escrito, e este em breve quase de certeza perderá muito da sua razão de ser quando for anunciado um novo governo, publico-o já agora.

[Post publicado no Vias de Facto; podem comentar lá]

Thursday, September 12, 2019

"Inteligência Emocional" - quase irrelevante?

Pelo menos no que diz respeito ao desempenho profissional.

Emotional intelligence can predict performance – but not as well as you might think, por Lorenzo Galli:

Have you heard recent claims about the power of emotional intelligence? Are you considering using an emotional intelligence assessment tool? Some say that emotional intelligence (EI) 1 is a good predictor of people’s job performance. The idea is that if you are more emotionally intelligent — which means that you can understand and regulate your emotions, and empathize with others — you will perform better. Many have been skeptical about this statement, which is why independent scientists tried to verify this relationship with a rigorous study. (...)

They found that emotional intelligence correlates moderately (0.29) with job performance as evaluated by supervisors. This means that emotional intelligence can predict only 8.4% of your people’s performance. This moderate degree of correlation between EI and job performance is not as strong, or practically useful, as most EI advocates usually claim. As a comparison, General Mental Ability — which correlates strongly with job performance (0.51) — can predict 26% of one’s performance at work.
O artigo faz mais algumas criticas ao conceito de "inteligência emocional", mas essas outras já não as acho muito relevantes (basicamente os autores também dizem que mesmo o pouco efeito da "inteligência emocional" desaparece totalmente quando se controla para outros traços da personalidade - como estabilidade emocional, responsabilidade e extroversão - mas isso não refuta que há uma conjunto de traços psicológicos que tem influência no desempenho profissional, apenas põe em causa a relevância de os juntar num agregado chamado "inteligência emocional").

Contexto - há dias Josie Cluer publicou um artigo, "Three traits more important than being clever – but we don’t teach them til you get to work", a n-ésima versão da teoria "na vida real a inteligência emocional e outros fatores psicológicos interessa muito mais que a inteligência propriamente dita"; em resposta, Rob Briner publicou uma porção de links para artigos e estudos (incluindo este) desmentindo essa tese.

Mas ocorre-me uma possibilidade talvez ainda mais radical - a invocação da "inteligência emocional" costuma vir acompanhada pela conversa de "a escola só se preocupa em desenvolver as capacidades intelectuais dos alunos, quando depois na vida profissional a inteligência emocional interessa mais"; mas, será que não é ao contrário? Será que não acaba por ser na vida real (ou pelo menos no trabalho) que a inteligência tradicional interessa mais, enquanto é exatamente na vida escolar (ou pelo menos na fase da vida associada à frequência da escola) que a "inteligência emocional" é mais necessária?

O meu raciocínio - parece-me que no mundo do trabalho é relativamente fácil trocar aptidões sociais e emocionais por aptidões técnicas, no sentido de, se alguém for bom no seu trabalho, as outras pessoas não se importarem com algumas "excentricidades" comportamentais que ele possa ter (no fundo, isto transposto para o mundo real); um possível exemplo: em tempos trabalhei num serviço em que, uns dias antes de para lá ir um novo trabalhador, a pessoa que o havia escolhido para aquele cargo fez uma espécie de briefing informativo aos seus futuros colegas dizendo "o gajo é um bocado esquisito, mas dá muito jeito para os computadores". Em compensação, na vida escolar um professor não tem grandes incentivos para aceitar as maluquices de um aluno, por mais intelectualmente brilhante que este seja. E, sobretudo se pensarmos, como disse atrás, "na fase da vida associada à frequência da escola" (ou seja, infância e adolescência) e não apenas na escola, a importância da "inteligência emocional" ainda mais relevante se torna - nessa fase da vida, praticamente tudo depende de conseguirmos manipular emocionalmente as outras pessoas (e não apenas pais, professores, educadores, etc. mas provavelmente mesmo os próprios colegas - ver, p.ex., este texto de Paul Graham onde ele refere que a frequente ausência de objetivos reais a serem atingidos torna a vida social dos adolescentes um puro "concurso de popularidade", em que o "ser popular" depende unicamente da habilidade para ser popular, e não de qualquer outra aptidão).

Além disso, a vida escolar frequentemente envolve uma muito maior arregimentação do que a vida profissional: na escola - ou pelo menos no ensino básico; no ensino superior tende a ser ao contrário - temos muito menos liberdade para escolher o que queremos fazer e mesmo a que horas o fazer, enquanto na vida adulta temos algum poder para escolher a nossa profissão ou mesmo o horário de trabalho (sobretudo se o mercado de trabalho estiver numa fase favorável aos trabalhadores) e muitas pessoas até têm horários flexíveis ; assim, sendo, é legítimo supor que as pessoas que ainda andam na escola precisem muito mais de "inteligência emocional", já que terão muito mais necessidade de controlar as suas emocões para se auto-motivarem para coisas como estudar para uma matéria que não os entusiasma ou levantarem-se a uma hora que vá contra o seu ciclo biológico natural (e, já agora, imagino que na vida profissional seja tão mais fácil alguém conseguir escolher a sua profissão, horário de trabalho ou até ter direito a um horário flexível quanto maior forem as suas competências técnicas específicas, o que pode ser mais um exemplo de alguém conseguir compensar com inteligência a baixa "inteligência emocional").

A este respeito, lembrei-me de um post que escrevi há uns nove anos, Há prejuizos sociais na educação (II)?, onde falei dos estudos feitos pela pedopsiquiatra germano-escocesa Sula Wolff acerca de crianças e jovens com inteligência normal (ou até acima do normal) mas com grandes problemas de ajustamento social, em que esta concluía que na maior parte dos casos esses problemas largamente desapareciam quando eles deixavam a escola, e citava a mãe de um dos seus pacientes:
"He didn't really enjoy being at school and trying to learn wahat other people wanted him to learn nor the way they tried to do it. He always wanted to go his own way. He hasn't basically changed. It's just easier when you are not at school. (...) [He] is a non-conformist and if press [him] too far, you'll disturb him." (...)

"[there are] a lot of individuals with basically nothing wrong with them but at the extreme of the personality... school adive to insist and conformity (...) really makes matters worse"
Agora, há aqui um ponto - realmente os tais estudos indicam que a "inteligência emocional" tem pouco impacto na performance dos empregados; mas as pessoas, na sua maioria, não trabalham para serem produtivos para o seu empregador: trabalham para ganhar dinheiro (o ser produtivo é apenas um meio para atingir esse fim). Portanto a grande questão deverá ser "a «inteligência emocional» aumenta a produtividade dos trabalhadores?" mas sim  "a «inteligência emocional» aumenta o salário dos trabalhadores?". Uma visão mais ortodoxa da economia diria que as coisas estão ligadas, e portanto qualquer efeito da "inteligência emocional" sobre a produtividade terá um efeito de nível similar sobre os salários; mas uma visão menos ortodoxa, que tenha em atenção coisas como os salários serem por vezes negociados, poderá ser mais otimista face às vantagens da "inteligência emocional": mesmo que não sejam muito mais produtivas, pessoas "inteligentes emocionalmente" tenderão (quase por definição) a ser melhores a negociar o seu salário do que "burros emocionais"; além disso, se existir um núcleo de empregos que só podem mesmo ser desempenhados por pessoas com alta "inteligência emocional" (p.ex. vendas), isso poderá aumentar os ordenados dessas pessoas mesmo fora desses ramos, já que o facto de terem essa saída profissional alternativa dá-lhes força na negociação de salários; finalmente, como é provável que pessoas com alta "inteligência emocional" tenham redes de contactos sociais maiores, mais facilmente saberão de bons empregos (e/ou melhor pagos) disponíveis.

Este estudo, The Effects of Education, Personality, and IQ on Earnings of High-Ability Men [pdf] (que linkei neste post de 2014 - este blogue está a tornar-se muito recursivo...), indica que (para o grupo restrito de pessoas estudadas) o rendimento tem uma correlação positiva com o "Quociente de Inteligência" mas negativa com traços de personalidade como "introversão" e "abertura (curiosidade intelectual)"; como escrevi no post, "rendimento ao longo da vida será positivamente relacionado com inteligência, mas negativamente relacionado com traços de personalidade (...) que, pelo menos a nível dos estereótipos populares, até costumam ser associados a inteligência". E o efeito positivo da extroversão até é maior do que o da inteligência, o que pode indicar que, quanto se trata de ganhar bem e não apenas de ser produtivo, fatores que podem ser classificados como parte da "inteligência emocional" até valem mais do que a inteligência propriamente dita.

A este respeito, ver também ainda este meu outro post, Contra as "soft skills", que acho que acaba por ser também relevante para isto.

Wednesday, September 11, 2019

Reduzir o horário de trabalho cria ou destrói emprego?

O João Miranda parece achar que destrói - eu diria que há dois fatores de sinal contrário.

Por um lado, efetivamente, se se reduzir o horário de trabalho mantendo o salário (ou seja, se se aumentar o salário por hora), haverá trabalhos que deixam de ser economicamente viáveis do ponto de vista do empregador, e por isso desaparecerão ou não chegarão a ser criados; mas, por outro, no caso dos trabalhos que continuam a ser economicamente viáveis, serão necessárias mais pessoas para os fazer, logo por aí serão criados empregos.

Com um exemplo talvez se perceba melhor - imaginemos uma empresa com 14 trabalhadores, fazendo 40 horas por semana (o seja, no total, trabalhando 560 horas por semana) e recebendo 615 euros cada um (o que dará um custo, contando com férias, subsídios, segurança social, etc, de uns 5,89 euros por hora, se estou a fazer bem as contas).

Agora, vamos supor que o horário de trabalho baixava para 35 horas, o que quer dizer que o custo por hora para a empresa subia para 6,74 euros por trabalhador.

Nesta situação, o empresário pode achar "a este custo hora não vale a pena estar a pagar por 560 horas de trabalho por semana; mais vale reduzir um pouco a atividade - fechar um pouco mais cedo, ou talvez fazer os clientes esperarem um pouco mais nos picos de atividade, ou coisa parecida - e com 455 horas de trabalho por semana isto aguenta-se bem; portanto, como agora cada trabalhador vai trabalhar 35 horas, só preciso de 13 trabalhadores; vou ter que despedir uma pessoa"; mas também pode achar "a este custo hora não vale a pena estar a pagar por 560 horas de trabalho por semana; mais vale reduzir um pouco a atividade - fechar um pouco mais cedo, ou talvez fazer os clientes esperarem um pouco mais nos picos de atividade, ou coisa parecida - e com 525 horas de trabalho por semana isto aguenta-se bem; portanto, como agora cada trabalhador vai trabalhar 35 horas, só preciso de 15 trabalhadores; vou contratar mais uma pessoa mas mesmo assim a produção vai diminuir".

Ou seja, a redução do horário de trabalho (mantendo o salário constante) faz a hora de trabalho ficar mais cara, e em princípio fará as empresas quererem contratar menos horas de trabalho; mas como o que interessa (pelo menos para mim) não é o número de horas de trabalho empregadas, mas o número de pessoas empregadas, e como cada pessoa também vai trabalhar menos horas, não se pode determinar à partida se as empresas contratarem menos horas de trabalho as vai levar a contratarem menos ou mais pessoas (isso é algo que poderá ser estudado empiricamente, mas aprioristicamente nada se pode concluir, num sentido ou no outro).

Em termos mais gerais, uma redução do horário de trabalho das 40 para as 35 horas vai originar um aumento de 14,29% no custo horário do trabalho; se esse aumento do custo originar uma redução da procura de horas de trabalho maior que 12,5%, o desemprego irá aumentar (já que o efeito "menos horas de trabalho total" vai ser maior que o efeito "mais pessoas para o mesmo tempo de trabalho") - se pelo contrário a redução da procura de horas de trabalho for menor que 12,5%, o desemprego vai diminuir (pelo mecanismo inverso). Em "economês", eu diria que se a elasticidade procura-preço do trabalho for menor* que -0,87, uma redução do horário de trabalho vai diminuir o número total de empregos; se for maior que -0,87 (ou seja, se estiver entre -0,87 e zero) vai aumentar o total de empregos.

De qualquer maneira, o facto dos recentes aumentos do salário mínimo não terem, aparentemente, originado desemprego relevante indicia que, na economia portuguesa atual, aumentos dos custos salariais não causam grandes reduções nas contratações, ou seja, que a tal elasticidade procura-preço do trabalho não é muito significativa (exatamente as condições em que uma redução do horário de trabalho cria empregos).

*atenção que é um valor negativo, logo "menor" aqui significa mais significativo (ou "maior" em termos absolutos).

[Declaração de interesses, já que a conversa parece ter começado com uma proposta do BE]

[Post publicado no Vias de Facto; podem comentar lá]

Suspensão do parlamento britânico anulada?

Scottish judges rule Boris Johnson's suspension of parliament unlawful (The Guardian).

Aparentemente há diferenças entre a lei escocesa e a inglesa que levaram a que um tribunal escocês tenha tomado uma decisão oposta à tomada antes por tribunais londrinos (mas atendendo que o parlamento britânico tem soberania tanto sobre a Inglaterra como sobre a Escócia, isso não será uma enorme confusão? Isto é, a suspensão ter sido legal numa parte da Grã-Bretanha e ilegal noutra?).


Sunday, September 08, 2019

O vento sueste (e sul) em ação


Quando o Reino Unido esteve à beira de estar à beira de uma guerra civil

“Breaking the parliamentary machine”: lessons of the 1914 crisis, por Robert Saunders, no New Statesman:

The crisis of 1914 far eclipsed Brexit, and brought Britain closer to revolution than at any time since the 17th century.

Como disse várias vezes, eu re-postar não indica necessariamente concordância.