Hoje, vi no supermercado um livro chamado "Eu Mileurista, Me Confesso", sobre a geração que ganha mil euros por mês, que tem que contar os tostões, tem que viver em casa dos pais, etc., etc. (era mais ou menos isso que falava na contracapa)
O trabalhador português típico ganha (antes de impostos) entre 700 e 800 euros por mês, o que torna um livro sobre os problemas de que vive com mil euros por mês algo um bocado deslocado (na verdade, mil euros é o valor em que, na minha classificação mental das classes socais, começa a classe média-alta).
Personal disclosure: depois de impostos, ganho para aí 1.100 euros por mês, sendo uma das 3 pessoas mais bem pagas das 12 (13 comigo) com quem trabalho directamente.
Friday, January 27, 2012
"Mileuristas"?
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Miguel Madeira
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A verdade sobre o processo de Galileu Galilei [RAI - Legendado]
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Thursday, January 26, 2012
Eleições presidenciais nos EUA - análise e previsões
Acerca das eleições primárias:
Se Gingrinch (contra as sondagens) ganhar na Florida, penso que as primárias estão arrumadas - se Romney não ganha na Florida, vai ganhar aonde? Se Romney ganhar a Florida, ficará em vantagem, mas nada estará decidido - a seguir vêm os caucuses do Nevada, onde Gingrich têm o apoio de um dos principais empresários dos casinos, e onde a última sondagem (já velha) dava Romney à frente de Gingrich por 4 pontos, mas ainda com Perry (que agora apoia Gingrinch), Hutsman (que apoia Romney) e Bachman incluídos (pelo que acho que ambos os lados têm a mesma hipótese de ganhar); se nos caucuses seguintes Romney é capaz de ter vantagem, a próxima ronda de primárias (a "Super-terça-feira") tem muitos estados sulistas em principio favoráveis a Gingrich. Portanto, acho que se Gingrich perder a Florida por poucos, aguentar-se nos caucuses e tiver um vitória retumbante na Super-terça.feira, é capaz de ganhar, até porque penso que muitos dos estados favoráveis a Romney só irão ter as suas primárias no fim (de qualquer maneira, também vai influenciar o momento em que Satorum desistir).
Resumindo, se Gingrich ganhar a Florida, quase de certeza que ganha a nomeação; se Romney ganhar a Florida, é mais provável que seja o nomeado, mas Gingrich continua com hipóteses; no total, é mais provável que seja gingrich o candidato
É verdade que isto é um bocado paradoxal: eu acho mais provável que Romney ganhe a Florida; eu acho que se Romney ganhar a Florida, é mais provável ser ele o nomeado; mas, no global, acho mais provável ser Gingrich o nomeado (ou seja, eu acho o acontecimento "Romney ganha a Florida" mais provável que "Gingrich ganha a Florida" e o acontecimento "Romney ganha a Florida e nomeação" mais provável que "Romney ganha a Florida e Gingrich a nomeação" mas a conjugação {"Gingrich ganha a Florida e a nomeação" ou "Romney ganha a Florida e Gingrich a nomeação"} mais provável que {"Romney ganha a Florida e nomeação" ou "Gingrich ganha a Florida e Romney a nomeação"}).
[Esta minha teoria - de que se Gingrich ganhar a Florida a eleição está decidida e se for Romney está tudo em aberto - é um pouco ao contrário do que suspeito ser a opinião dominante, que se for Gingrich a ganhar a Florida é que ficará tudo indefinido; claro que se pode sempre questionar que capacidade tem um radical de esquerda que nunca foi mais a oeste que a Madeira para fazer previsões sobre as eleições internas de um partido de direita nos EUA]
De qualquer maneira, creio que Gingrich é o candidato que melhor representa o "fusionismo" - o equilibrio/sintese entre "libertários" (i.e., liberais"), conservadores sociais e "falcões" em politica externa que caracteriza o Partido Republicano e o conservadorismo norte-americano: Santorum está demasiado conotado com os conservadores sociais, Paul ainda mais conotado está com os libertários (e em politica externa/defesa está a uns 140º de distancia dos republicanos tradicionais), e Romney está demasiado longe de qualquer das sensibilidades - Gingrinch acaba por ser o candidato que melhor representa o "fusionismo".
Acerca das eleições propriamente ditas:
Por enquanto, as sondagens dão Obama a ganhar contra Gingrich e a perfer contra Romney, mas creio que depende da economia - se a crise se agravar nos EUA, Obama perde; se a economia dos EUA e do mundo (nomeadamente da Europa) melhorar significativamente, creio que Obama ganha; se a economia dos EUA melhor e a da Europa piorar, é um pau de dois bicos - por um lado, deveria beneficiar o presidente em funções, mas por outro levará a uma desconfiança perante ideias "europeias", o que até poderá beneficiar os republicanos, que poderão dizer "estão a ver o que a medicina socializada e as cinco semanas de férias fazem?".
Quanto ao "melhor" adversário para Obama, como disse, as sondagens dão a entender que é contra Gingrinch que ele terá mais hipoteses; mas, por outro lado, se Obama se decidir a fazer uma campanha "populista de esquerda" contra os "1%", não sei se Romney não será um candidato mais frágil perante uma campanha dessas (Bain Capital, 13,8% de impostos, etc,).
Por outro lado, a candidatura de Gingrinch poderá ter um bónus estratégico para os Democratas - a vitória de Gingrinch nas primárias significa que daqui a umas semanas/meses Romney desistirá, e que portanto as últimas primárias serão um duelo entre Paul e Gingrinch; e um confronto Paul/Gingrinch provavelmente contribuirá para fazer estalar as contradições internas da ideologia chamada "conservadorismo americano", já que teremos o conflito entre "conservadores" e "libertários" à flor da pele (ao contrário de um confronto Paul/Romney, que será apenas um conflito entre "republicanos liberais" e "libertários", sem por em questão os fundamentos da síntese fusionista).
[Um exemplo das minhas capacidade de previsão e análise aplicadas à política dos EUA]
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Miguel Madeira
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Tuesday, January 24, 2012
Re: A crítica de Rui Albuquerque ao anarquismo
Para referenciar o assunto, o Miguem Madeira escreveu dois posts tendo começado assim: "Rui Albuquerque, no Ordem Livre, publicou (ou está publicando, foi só a primeira parte) mais um artigo sobre a relação entre o liberalismo clássico e o anarco-capitalismo - Só se ilude quem têm ilusões. "
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CN
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6:05 PM
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Kika (2000-2012)
Num dia do Verão de 1983, tinha eu 9 anos quase a fazer 10, ouvi a minha mãe entrar em casa e logo a seguir a minha irmã a dizer, entusiasmada, "Que linda! Que linda!"; pensado "o que será que a minha mãe trouxe?", fui ver o que se tratava - era uma gata siamesa com cerca de um mês, que - inspirados por aqui - baptizamos "Duquesa" (creio que o nome original dela era "Bellkiss", ou coisa assim).
Desde então, pode-se dizer que a vida da minha família esteve ligada à dessa família de gatos, que se foi sucedendo por gerações (note-se que o Pantufa não pertence a esta linhagem - foi encontrado recém-nascido com os irmãos, aparentemente abandonados). Durante 12 anos viveram (e vivemos) numa casa com terraço, aqui, tendo os telhados e jardins do bairro à sua conta; depois, passaram a ser "gatos de apartamento" (o que, aliás, parece ter afectado os seus padrões reprodutivos - se antes as ninhadas de gatinhos nasciam por regra na Primavera, por altura do terceiro período das aulas, a partir do momento em que os gatos passaram a viver fechados, os nascimentos passaram a ocorrer a qualquer altura do ano).
Até ontem, quando a Kika, bisneta da Duquesa, morreu de uma espécie de cancro (há um ano atrás, depois de o veterinário lhe ter extraído uns tumores, ela corria e saltava cheia de energia e eu até pensei "esta ainda vai viver uma carrada de anos; foram 200 euros bem gastos", mas enganei-me...).
Eu já tinha tido gatos antes destes (para aí entre os 5 e os 7 anos tive uma gata preta - a "Bolinhas" - que também teve filhos e netos, mas morreram cedo; para não falar dos dois gatos que os meus pais tinham em Moçambique quando eu nasci - eles dizem que a minha primeira palavra foi "gato", mas na carrada de "gu-gu-ga-ga" que os bebés dizem, é muito fácil a pais imaginarem que o filho está a dizer "gato") e continuo a ter um gato (o referido Pantufa, que neste momento saltou para o meu colo atrapalhando a redacção do post - estará com ciúmes?), mas pode-se dizer que a "família" atrás referida foram "os gatos mais importantes da minha vida" (afinal, foram quase 30 anos de "convívio", mais próximo ou mais distante conforme as alturas).
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Miguel Madeira
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12:32 AM
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Monday, January 23, 2012
As divisões em Israel
The Blockbusters, por Uri Avnery, na Counterpunch:
Israel is now a kind of federation of several major demographic-cultural blocs which dominate our social and political life.
Who are they? There are (1) the old Ashkenazim (Jews of European origin); (2) the Oriental (or “Sephardi”) Jews; (3) the religious (partly Ashkenazi, partly Oriental); (4) the “Russians”, immigrants from all the countries of the former Soviet union; and (5) the Palestinian-Arab citizens, who did not come from anywhere.
This is, of course, a schematic presentation. None of the blocs is completely homogeneous. Each bloc has several sub blocs, some blocs overlap, there is some intermarriage, but on the whole, the picture is accurate. Gender plays no role in this division.
The political scene almost exactly mirrors these divisions. The Labor party was, in its heyday, the main instrument of Ashkenazi power. Its remnants, together with Kadima and Meretz, are still Ashkenazi. Avigdor Lieberman’s Israel Beytenu consists mainly of Russians. There are three or four religious parties. Then there are two exclusively Arab parties, and the Communist party, which is mainly Arab, too. The Likud represents the bulk of the Orientals, though almost all its leaders are Ashkenazim.
The relationship between the blocs is often strained. Just now, the whole country is in an uproar because in Kiryat Malakhi, a southern town with mainly Oriental inhabitants, house owners have signed a commitment not to sell apartments to Ethiopians, while the Rabbi of Safed, a northern town of mainly Orthodox Jews, has forbidden his flock to rent apartments to Arabs.
But apart from the rift between the Jews and the Arabs, the main problem is the resentment of the Orientals, the Russians and the religious against what they call “the Ashkenazi elite”. (...)
It may be said, quite rightly, that I generalize. I do, just to simplify matters. There are indeed a lot of Orientals, especially of the younger generation, who are repelled by the ultra-nationalism of the Likud, the more so as the neo-liberalism of Binyamin Netanyahu (which Shimon Peres once called “swinish capitalism”) is in direct contradiction to the basic interests of their community. There are also a lot of decent, liberal, peace-loving religious people. (Yeshayahu Leibovitz comes to mind.) Some Russians are gradually leaving their self-imposed ghetto. But these are small minorities in their communities. The bulk of the three blocs – Oriental, Russian and religious – are united in their opposition to peace, and at best indifferent to democracy.
All these together constitute the right-wing, anti-peace coalition that is governing Israel now. The problem is not just a question of politics. It is much more profound – and much more daunting.
SOME PEOPLE blame us, the democratic peace movement, for not recognizing the problem early enough, and not doing enough to attract the members of the various blocs to the ideals of peace and democracy. Also, it is said, we did not show that social justice is inseparably connected with democracy and peace.
I must accept my share of the blame for this failure, though I might point out that I tried to make the connection right from the beginning.(...)
I put my trust in the new generation. Last summer’s huge social protest movement, which erupted quite suddenly and swept [“along”?] hundreds of thousands, showed that yes, it can happen here. The movement united Ashkenazim and Orientals. Tent cities sprang up in Tel Aviv and Beer Sheva, all over the place.
Our first job is to break the barriers between the blocs, change reality, create a new Israeli society. We need blockbusters.
Yes, it is a daunting job. But I believe it can be done.
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Miguel Madeira
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9:50 AM
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Sunday, January 22, 2012
Ainda a propriedade intelectual
Será que a razão porque, por vezes, as leis de defesa da propriedade intelectual têm apoio quase unânime no parlamento é porque, juntando os entusiastas do substantivo com os entusiastas do adjectivo, isso cobre as correntes políticas quase todas?
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Miguel Madeira
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1:52 AM
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Etiquetas: Propriedade Intelectual?
A propriedade intelectual, a SOPA/PIPA e a PL118
Quando escrevi este post, hesitei um pouco em pôr a etiqueta "Propriedade Intelectual?"; afinal, o protesto não era contra a propriedade intelectual, mas apenas contra alguns meios que estavam propostos para a defender.
Aliás, da mesma forma a ligação do Projecto de Lei 118 com a propriedade intelectual também é um bocado remota - afinal, nunca vi nenhum defensor da propriedade física defender algo do género "lançar um imposto sobre ferramentas que possam ser usadas em assaltos e consignar as receitas desse imposto a subsídios a uma mutualidade que forneça seguros contra furtos" (que é o mais parecido que eu consigo imaginar no mundo físico com algo parecido à PL 118). Por outras palavras, em teoria alguém até pode ser um defensor entusiasta da propriedade intelectual e contra coisas como a SOPA/PIPA ou a PL 118.
Mas a questão é que (sobretudo no mundo actual) a propriedade intelectual é tão díficil de fazer respeitar que se calhar qualquer tentativa de a defender a sério implica ir mais longe do que simplesmente fazer cumprir a propriedade intelectual - não basta simplesmente processar (civil ou criminalmente) as pessoas que façam partilhas de ficheiros ou cópias de filmes (dificilmente as apanham), sendo necessário fazer mais do que isso: lançar impostos especiais sobre pens, alargar a responsabilidade pelas violações da PI a entidades não directamente envolvidas (como na SOPA/PIPA, que talvez tornasse a Google Inc., - na sua condição de dona do Blogger - responsável caso eu tivesse violados os direitos de autor de alguém num post como este), dar aos fornecedores de Internet autoridade para quebrarem unilateralmente contratos com os seus clientes mesmo sem qualquer sentença judicial, etc.
Isso levanta um ponto mais amplo - as leis não são cumpridas só por existirem, tem que haver um qualquer mecanismo de repressão (desde os mais suaves aos mais repressivos) para elas serem cumpridas; e pode haver situações em que, independentemente das razões que haja, em abstracto, para dado acto ser ilegal, a implementação prática dessa ilegalização possa implicar meios tão intrusivos que faça com que seja melhor esquecer o assunto. E talvez a propriedade intelectual seja desses casos em que a legislação, para ser efectiva, tenha que ser intrusiva e sujeita a muitos "danos colaterais" (isto é, afectando pessoas que não estão a violar a propriedade intelectual de ninguém, como o escritor que compra uma pen para guardar as suas obrar por publicar).
[Regra geral - a repressão de crimes que não tenham uma vitima presente no momento e lugar do crime tenderá a implicar meios intrusivos e com grandes danos colaterais; sobre este assunto ver o meu post de há 5 anos e tal, "Ainda a rusga ao Bairro da Torre"]
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Miguel Madeira
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1:29 AM
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Etiquetas: Propriedade Intelectual?
Saturday, January 21, 2012
Quem são os "1%"?
Um estudo do New York Times sobre as famílias que ficam no percentil mais alto do rendimento nos EUA.
As suas profissões - as mais comuns são "gestor", "advogado", "médico" e "professor", embora os professores (suspeito que largamente professoras, embora a língua inglesa não permita concluir isso) normalmente pertençam ao grupo devido aos rendimentos dos conjugues; o estudo não parece claro sobre como classifica quem vive dos rendimentos (ou sequer se rendimentos do capital estão a ser contados)
Formações académicas - as mais comuns são Biologia, Economia, Ciências Políticas e Contabilidade; se formos ver as áreas académicas em que, em termos relativos,têm uma maior percentagem de gente nos "1%ers", serão Saúde, Economia e Ciências Bioquímicas
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Miguel Madeira
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2:06 AM
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Friday, January 20, 2012
Quanto é que o Jacinto Bettancourt recebe para escrever posts?
"É óbvio que não existe criatividade e inovação se o resultado do esforço criativo ou inventor não for remunerado."
[Se ele tivesse escrito algo como "grande parte da criatividade e inovação não existiriam se o resultado do esforço criativo ou inventor não fosse remunerado" era uma coisa; mas a tese bettancourtiana é mesmo que, sem remuneração, "não existe criatividade e inovação", ponto final]
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Miguel Madeira
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Etiquetas: Propriedade Intelectual?
Hoje, às 01:35
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Miguel Madeira
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12:50 AM
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Etiquetas: Propriedade Intelectual?


