Saturday, August 23, 2014

A opinião do Expresso sobre o jihadismo

Expressa hoje pelo Ricardo Costa e na semana passada por alguém no editorial:

"Para os jovens muçulmanos nascidos no Ocidente não se alistarem em grupos jihadistas no Médio Oriente, os exércitos ocidentais deveriam ter intervido lá, combatendo ao lado dos mesmo jihadistas"

Thursday, August 21, 2014

O que eu tenho no meu mural do Facebook

Nos ultimos dias têm surgido artigos dizendo que o Facebook só aparecem parvoíces e não aparecem artigos sobre noticías importantes (exemplo).

Será assim? Fui ao meu mural do Facebook, e o que lá tenho:

4 imagens com "lições de moral"
3 imagens humoristicas
3 posts sobre assuntos pessoais ou familiares
3 posts sobre o que seja lá que aconteceu junto ao Centro Comercial Vasco da Gama
2 anúncios
1 post sobre o caso da cidade de Ferguson
1 post sobre o apoio dos Espírito Santo a Cavaco Silva
1 post sobre o plano económico do PS
1 post sobre a mulher de 64 anos convocada para o Dia da Defesa Nacional
1 post sobre um projeto de investigação do autor do post
1 post com um citação filosófica de Nassim Taleb
1 vídeo com um gato

Juntando tudo, eu classificaria como:

11 posts sobre assuntos "leves" (incluindo os anúncios e a mulher recrutada)
7 posts sobre assuntos sérios/importantes
4 posts sobre assuntos relacionados com os autores

OK, os assuntos "leves" podem ser efetivamente metade do que é publicado, mas os assuntos sérios são cerca de um terço, o que não me parece particularmente pouco.

Já agora, o tão falado "ice bucket" só apareceu no meu Facebook uma vez (com um dos meus amigos a desafiar todos os passageiros do Titanic).

Wednesday, August 20, 2014

82% dos norte-americanos: deve ser proibido crianças brincarem sem supervisão

Poll: 82 Percent of Americans Don’t Think 9-Year-Olds Should Play at the Park Unsupervised (Reason)

[T]he latest Reason-Rupe national telephone poll finds 82 percent of Americans believe the law should require children 9-years-old and younger to be supervised while playing in public parks. Just 17 percent of Americans think 9-year-olds should be able to play unsupervised at the park.

Sixty-three percent (63%) of Americans say it should also be illegal for 12-year-olds to play at a public park unsupervised too. But more than a third, 36 percent, say 12 year-olds should be allowed to play unsupervised.

Democrats and Republicans tend to agree the law should require 6-year-olds and 9-year-olds be supervised at public parks, but Republicans (73%) are 15 points more likely than Democrats (58%) to also want the law to apply to 12 year-olds as well.

Na mesma sondagem, a média das resposta à pergunta "em que idade uma criança deve poder ir e voltar da escola sem um adulto" é 12 anos (ver isto).

Uma coisa que me supreeendeu, indo aos detalhes da sondagem (XLS): eu estava à espera que as zonas rurais fossem as em que houvesse mais tendência para achar que os pais podem deixar os filhos em "autogestão" nos jardins públicos (afinal, tradicionalmente no campo as crianças andam mais à solta), mas não: são os maiores defensores que deve ser proibido as crianças brincarem sem supervisão.

[Via Leonore Skenazi]

Lei Geral da Indignação com Massacres

O grau de indignação (pelo menos no Ocidente) com um massacre é inversamente proporcional ao peso demográfico do grupo massacrado.

- Extremistas islâmicos matam outros muçulmanos: uma nota de rodapé no telejornal

- Extremistas islâmicos matam membros de uma minoria cristã: montes de artigos sobre a barbárie

- Extremistas islâmnicos matam membros de uma obscura religião que antes só era conhecida por transmitir um assassinio de honra no Youtube: intervenção militar internacional

Pensando bem, talvez seja a transposição para os humanos do principio à proteção das espécies ameaçadas.

Tuesday, August 19, 2014

Touradas

Na minha opinião, autorizar ou não touradas deveria ser da competência das autarquias, e Viana do Castelo deveria ter autoridade para proibir touradas, tal como as camaras alentejanas (p.ex.) deveriam ter autoridade para permitir touradas de morte.

[Nesse mundo hipotético, eu defenderia que Portimão proibisse touradas]

O auto-de-fé público de Henrique Raposo

É mais ou menos o que está a acontecer aqui (e deve ter sido a primeira vez que eu escrevi algo quase a defendê-lo).

Wednesday, August 13, 2014

A visão de uma tribo africana sobre pessoas poderosas e feitiçaria

Why Didn’t the Tiv have a State?, em Why Nations Failed?:

Tsav means “power”, particularly power over others. (...)

The people will tsav belong to an organization — the mbatsav.

Mbatsav has two meanings:

- Powerful people (it is the plural of tsav)

- A group of witches organized for nefarious purposes (robbing graves to eat the corpses)

Now this is a pretty interesting double meaning. Imagine if in English the word “politicians” simultaneously meant “people who contest for or control political offices” and “A group of witches organized for nefarious purposes (robbing graves to eat the corpses)”!

Friday, August 08, 2014

25 de abril sempre?

Nos últimos tempos, muita gente que conheço mudou os telemóveis da PT/Meo para a NOS (até eu tentei mudar, mas afinal tinha uma fidelização).

Será que isso ainda pode ser visto como "aliança entre filha de anti-colonialista africano e empresário que adquiriu a sua primeira empresa na sequência da nacionalizações e com o apoio da Comissão de Trabalhadores derrota família Espírito Santo e amigos"?

Monday, August 04, 2014

Sobre o BES

How to rip off a country, Espirito Santo style, por Frances Coppola.

Parece que o Banco de Portugal e a Comissão Europeia não se entendem:

But there is something of a puzzle here. The Bank of Portugal calls the new "good bank" Banco Novo, or "New Bank", and seems to expect it to remain intact for the foreseeable future. But the European Commission calls it the Bridge Bank, and describes it as a "temporary credit institution". The reason appears to be the different objectives of the two institutions: the Bank of Portugal is primarily concerned with preserving financial stability and ensuring that BES customers suffer as little disruption as possible, whereas the European Commission is primarily concerned with minimising the impact of this bailout on the fragile finances of the Portuguese state.

The problem is the approach to funding the "good bank". Banco Novo (or Bridge Bank) is to be provided with capital to the tune of E4.9bn from the Bank Resolution Fund. But the Resolution Fund actually doesn't have this money or anything like it. So the Portuguese state will lend it E4.4bn from funds already earmarked for bank recapitalisation - that's around 2/3 of the earmarked funds. Earmarked it may be, but it is still public debt: unless it can be refinanced with private sector money VERY fast, the Bank of Portugal's statement that capitalising the new bank "does not entail cost to the public purse" is not remotely realistic.

The Bank of Portugal describes this loan as "temporary and replaceable with bank loans". I would like to know how long is "temporary" and which banks would replace the loans. But the European Commission has a different view of the means by which the loan will be repaid:

Portugal's Resolution Fund will provide EUR 4,9 billion as capital to the Bridge Bank. To this end, the Resolution Fund will receive a EUR 4.4 billion loan from the Portuguese State. This loan will be primarily reimbursed by the proceeds of the sale of assets of the Bridge Bank.

It seems that the Commission expects the "good bank" to be broken up and sold piecemeal. Oh dear. Clearly there will have to be some negotiation about this.

But the funding of the "good bank", confused though it is, at least should be adequate to allow the new bank to operate. And if a buyer could be found for the whole thing, or a successful flotation achieved, then the loan could be paid off without breaking up the bank. This has to be the best solution for BES's customers. So the fact that the Commission has not recommended this just shows how narrow its focus is. Never mind the people affected, worry about state finances. Hmm.

Israel, a OLP e o Hamas

O apoio de Israel ao Hamas em meados dos anos 80, como estratégia para enfraquecer a OLP costuma ser apresentado como um exemplo de "algo que deu mau resultado". Mas será mesmo? Um comentador a este artigo de The American Conservative faz uma observação interessante:

I think Israel helping Hamas get started turned out *great* for them!

Imagine, Israel vs. the PLO in the 70s, 80s: a near-even death ratio, European sympathy with the Palestinians to the point that real terrorists could hijack planes and land them in places like Italy with the PM’s (Craxi’s) endorsement. Now, they just ignore the PLO, allow Hamas to take Gaza, take their own people out, and blow it to Hell every couple years. Nobody wants to appear sympathetic to Hamas, even though in their actions they are ostensibly less terroristic (or at least less successful terrorists) than the PLO, much less than the PFLP/DFLP/PLF. They’ve brought suicide bombs to a trickle and blow some cruddy homemade rockets out of proportion. And everyone is afraid of Hamas because they appear on TV with big beards and kalashnikovs screaming ‘Allah’.

Algo que interessa saber sobre o "banco bom"

Qual será o valor da sua situação liquida (ativos "bons" - depósitos - divida obrigacionista) antes da tal injeção de capital? Se for positiva, é muito mais provável que a venda do banco consiga pagar o empréstimo ao Estado do que se for negativa.