Debunking the meat/climate change myth, por Eliot Coleman (Grist):
The UN report shows either great ignorance or possibly the influence of the fossil fuel lobby with the intent of confusing the public. It is obviously to someone’s benefit to make meat eating and livestock raising an easily attacked straw man (with the enthusiastic help of vegetarian groups) in order to cover up the singular contribution of the only new sources of carbon — burning the stored carbon in fossil fuels and to a small extent making cement (both of which release carbon from long term storage) — as the reason for increased greenhouse gasses in the modern era. (...)
If I butcher a steer for my food, and that steer has been raised on grass on my farm, I am not responsible for any increased CO2. The pasture-raised animal eating grass in my field is not producing CO2, merely recycling it (short term carbon cycle) as grazing animals (and human beings) have since they evolved. It is not meat eating that is responsible for increased greenhouse gasses; it is the corn/ soybean/ chemical fertilizer/ feedlot/ transportation system under which industrial animals are raised.
Duas observações:
Primeiro, perguntei a um amigo meu com formação em biologia e que percebe mais disto que eu, e ele é da opinião que o texto está correto mas acaba por não estar: a tese a produção e consumo de carne só por si não produz nenhum poluição (a pastagem absorve CO2 e as vacas expiram-no e fica tudo na mesma) e o mal é a sua produção em moldes industriais (com a alimentação a soja que leva as vacas a arrotarem metano e à destruição das florestas naturais, os combustiveis necessários para o transporte, os óxidos de azoto libertados pelos adubos sintéticos, etc.) está correta; mas acaba por estar incorreto na medida em que não será possível produzir as quantidades de carne atualmente consumidas sem ser através dos tais métodos industriais.
Outro amigo meu, que acho que é vegetariano ou coisa parecida, há uns anos começou por falar muito nos efeitos sobre o clima da produção de carne, e que seriam muito mais graves do que os da poluição por causa dos combustíveis; ao fim de alguns meses já andava a partilhar na internet textos a negar o aquecimento global - esta evolução parece-me representativa da tal confluência entre os vegetarianos e a indústria petrolífera: provavelmente a posição "os combustíveis fósseis são menos maus que a criação de gado" deve ter sido a porta de entrada para a escalada que acabou em "o aquecimento global é uma fraude" (a posição inicial com certeza levou-o a frequentar recantos da internet dominados pelos defensores da indústria petrolífera, que começam primeiro com a mensagem "temos antes que reduzir a pecuária" e depois começam com a mensagem negacionista).