Friday, April 17, 2009

Emigração de gestores?

João Miranda escreve:

"Existem bons empregos para gestores em Shangai, Luanda e São Paulo: Parlamento aprova limites aos salários dos gestores, taxas elevada sobre prémios dos gestores. "

Se esta visão que Maria João Marques dá de Portugal estiver correcta, não irá haver grande emigração de gestores, já que muitos não terão uma carteira de contactos muito significativa em Shangai.

Nota: neste post, não pretendo fazer nenhum discurso moralista contra "cunhas", "redes de conhecimentos", "factor C" e afins; na verdade, há efectivamente boas razões, em termos de racionalidade económica pura, para preferir fazer negócios com pessoas conhecidas: muitos negócios e actividades requerem confiança mútua entre as partes, e esta existe mais no contexto de relacionamentos prolongados; mas isto só reforça o ponto de que os gestores não irão emigrar só por causa de um aumento de impostos sobre os seus prémios (admito que, se tal occorrer também aos rendimentos dos quadros técnicos, aí a emigração é um cenário mais plaúsivel).

Acusadores mais prejudicados que acusados?

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público diz que, com o novo regime das custas judiciais, os acusadores são mais prejudicados do que os acusados, já que vão ter que pagar mais no inicio do processo (o SMMP fala em "vitimas" e "arguidos", mas o acusador não é necessariamente uma "vítima" - pode ter inventado a acusação, p.ex.; em larga medida, só no fim do processo se sabe se efectivamente o acusador é uma vitima).

Bem, poderemos discordar da própria existência de custas judiciais (afinal, já pagamos impostos, e a justiça é um dos poucos sectores que todos os não-anarquistas defendem que deve ser prestado pelo Estado); mas, a partir do momento em que aceitamos a existência de custas judiciais (normalmente com argumentos de desencorajar processos frívolos), penso que faz todo o sentido que quem decida meter um processo em tribunal tenha que pagar mais do que quem está a fazer a sua vida e lhe vêm dizer "olha, foste acusado de [x]; tens que aparecer no tribunal do dia [y]".

A moda das reeleições na América do Sul

Thursday, April 16, 2009

Divulgação - SEMINÁRIO PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO

SEMINÁRIO PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO
a economia para além da economia
de 7 de Maio a 11 de Junho de 2009

ISCTE
Auditório B203 (Edifício II)
2ªs e 5ªs das 19h às 20h30
metro: Entrecampos Cidade Universitária


Inscrição necessária, lugares limitados!


Organização:
CRIA Centro em Rede de Investigação em Antropologia
unipop www.u-ni-pop.blogspot.com

A presente crise convida a um debate acerca do económico que convoque diferentes tradições teóricas das ciências sociais e do pensamento político. A unipop, no seguimento dos seminários de introdução ao pensamento crítico contemporâneo, e o CRIA, centro em rede de investigação em antropologia, promovem um encontro mais demorado com a economia, interrogando os próprios limites da divisão entre económico, político, social e cultural. Através do percurso de vários autores e tradições, o seminário procurará debater a economia a partir de um lugar onde teoria social, pensamento económico, filosofia, antropologia e história dos movimentos sociais se revelem indissociáveis. O seminário está aberto à frequência de todas e todos que por ele se interessem, não sendo necessário qualquer tipo de qualificação académica ou profissional. A fim de um melhor aproveitamento das sessões, será distribuído material de leitura aos inscritos.



Inscrições: unipopeconomia@gmail.com
Preço: 15€

Os 15€ dão direito a entrada em todas as sessões, assim como acesso a material de leitura. Será emitido certificado de participação.

A possibilidade de inscrição em sessão avulsa está limitada ao número de lugares disponíveis em cada sessão e não é susceptível de reserva prévia. Neste caso, o custo é de 4€ por sessão.


*************************

Programa
* no final um breve cv de cada conferencista


7/5: a produção em deleuze e guattari [sessão de abertura, entrada excepcionalmente livre]
maurizio lazzarato

11/5: a dádiva em marcel mauss
filipe reis

14/5: a grande transformação de karl polanyi
francisco louçã

18/5: ben fine e os mundos do consumo
emília margarida marques

21/5: foucault, governamentalidade e liberalismo
josé luís câmara leme

25/5: a economia política alemã em georg simmel e max weber
josé luís garcia

28/5: a moeda viva de pierre klossowski
josé bragança de miranda

1/6: harold innis e a economia política dos media
filipa subtil

4/6: operários e capital de mario tronti
ricardo noronha

8/6: david harvey, economia e espaço
hugo dias

11/6: karl marx crítico de friedrich list
josé neves


Apoios: NúMENA AEFCSH AEISCTE ATTAC-PORTUGAL Antígona


Apresentação dos conferencistas

Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão os movimentos precários, a relação entre trabalho e arte, Gilles Deleuze, Gabriel Tarde. Recentemente publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique.

Filipe Reis é antropólogo, investigador do CRIA e professor no ISCTE, onde lecciona disciplinas na área da antropologia económica e da antropologia dos media, áreas nas quais tem publicado vários trabalhos. Realizou uma tese de doutoramento intitulada Comunidades Radiofónicas. Um estudo Etnográfico sobre a rádio local em Portugal.

Francisco Louçã é economista, professor no ISEG-UTL, deputado ao parlamento português e coordenador do Bloco de Esquerda. Tem desenvolvido investigação a nível da história da economia e da teoria dos ciclos. Entre outros, publicou Das Revoluções Industriais à Revolução da Informação (com Chris Freeman) e Turbulência na Economia.

Emília Margarida Marques é antropóloga, investigadora do CRIA. Realizou o seu doutoramento em 2003, com uma tese intitulada Conduzir a máquina, construir o trabalho. Sobre usos sociais da matéria. Tem vários trabalhos publicados acerca de trabalho, indústria e técnicas, cultura material e consumos.

José Luís Câmara Leme é filósofo, professor na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Técnica de Lisboa, onde lecciona disciplinas nas áreas da Filosofia da Técnica e da Filosofia da Ciência. Doutorou-se em filosofia com uma tese acerca de Michel Foucault, sobre o qual tem vários trabalhos publicados. Tem igualmente trabalhado a obra de Hannah Arendt.

José Luís Garcia, sociólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tem-se dedicado, entre outras matérias, ao estudo da ciência e tecnologia contemporâneas. Entre outras publicações, co-editou recentemente o livro Razão, Tempo e Tecnologia - Estudos em Homenagem a Hermínio Martins.

José Bragança de Miranda é sociólogo, professor na FCSH-UNL e professor convidado na Universidade Lusófona. As suas principais áreas da investigação são cibercultura, cultura, comunicação e media. Entre outros, publicou Queda sem fim, Teoria da Cultura e, mais recentemente, Corpo e Imagem.

Filipa Subtil é socióloga e professora na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa. A sua principal área de investigação é a sociologia dos media e a teoria da comunicação. Tem trabalhado a obra de Harold Innis e publicou recentemente Compreender os media. As extensões de Marshall McLuhan.

Ricardo Noronha é historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL. Realiza actualmente uma investigação de doutoramento acerca da nacionalização da banca em Portugal durante o período revolucionário.

Hugo Dias é sociólogo, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde realiza actualmente o seu doutoramento sobre sindicalismo e movimentos sociais, área onde tem publicado os seus trabalhos.

José Neves é historiador, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde realiza actualmente pós-doutoramento. Tem-se dedicado ao estudo dos nacionalismos e à história do comunismo. Publicou recentemente Comunismo e Nacionalismo em Portugal – Política, Cultura e História no Século XX.

Ainda sobre a piratiaria na Somália

Somali Pirates versus the Tuna Trade no War Is Boring:

“Pirates are winning,” analyst Martin Murphy told me last fall, after Somali sea bandits had seized around 40 vessels in one year.

Then there was the deployment to Somali waters of two dozen warships from a dozen nations — the greatest concentration of international naval power since World War II. In early 2009, attacks were down. “We have had a great effect,” U.S. Navy Rear Admiral Terry McKnight said.

But McKnight admitted that poor weather could be keeping pirates ashore. Sure enough, the weather has now cleared, and attacks are up — to a level three times that in 2008, according to Galrahn.

Recall that Somali piracy has its roots in the 1990s, when the collapse of the Somali government threw open the doors to major foreign fishing companies to illegally enter Somali waters and fish out all the tuna, which once comprised one of Somalia’s major commodities. The first Somali pirates were fishermen who decided to render a “fine” on any boats they found illegaly fishing Somali waters.

Well, guess what. Piracy has effectively cut in half tuna hauls for major foreign fishing companies working near Somalia, according to Warships International Fleet Review. Today piracy is essentially organized crime, at sea. But the piracy mafia has inadvertently accomplished what the original pirates set out to do.

Somali pirates have every reason to be proud. Whether on purpose or not, they have defended their waters while evading the combined might of the world’s navies.

Related:

Wednesday, April 15, 2009

Tuesday, April 14, 2009

Sugestões de leitura

A vantagem da homeopatia?

Praticamente todos os estudos indicam que os liquidos que os homeopatas receitam não passam de água e que não têm qualquer efeito terapêutico (excluindo o de placebo).

Mas, não será, por vias turtuosas, essa a vantagem da homeopatia? Afinal, muitas doenças, se não forem tratadas, podem ser curadas (ou, pelo menos, controladas) pelas próprias defesas do organismo. É um mais lento e doloroso de que recorrer aos tratamentos médicos mas, se o paciente sobreviver, fica com o organismo mais forte e com mais defesas do que se tivesse sido tratado (como diria Nietschze, "o que não te mata torna-te mais forte"). Aliás, acho que até há estudos que apontam para que grande parte dos problemas de alergias sejam devido a termos pouca exposição a germes: como o sistema imunitário não tem germes para combater, acaba por se voltar contra coisas banais do dia-a-dia, dando origem a alergias.

Assim, a homeopatia (e tratamentos similares, cumo curas pelas rezas e afins) pode ter uma vantagem: como, na prática, equivale a não fazer tratamento nenhum, contribui para fortalecer o sistema imunitário a longo prazo; e, como o paciente julga que está a ser tratado, o efeito placebo contribui para minimizar o sofrimento a curto prazo.

Claro que esta hipotese que avento só faz sentido se estivermos a falar de doenças que não representem um risco grave para a vida do doente; caso contrário, o tal fortalecimento do organismo a longo prazo de pouco valerá já que (parafraseando uma célebre frase usada num contexto totalmente diferente) no longo prazo o doente estará morto.

A minha viagem à Escócia

[Fica para estes lados]

Sugestão de filme para passar na televisão

Não sei o nome português, mas este filme passou na RTP para aí há uns 25 anos e, pelos vistos, continua a ter uma certa actualidade.

Sunday, April 12, 2009

Até faz sentido

Helena Matos, acerca dos piratas somalis:


Suspeito que a intenção de HM é sarcástica, mas o raciocínio até tem alguma lógica em sim mesmo. Aliás, a respeito de nomes, parece que os tais piratas consideram-se a "Guarda Costeira da Somália".

Sugestão de leitura adicional: A boa pilhagem ao largo da Somália, por mescalero.

"Postos de trabalho"

Porque é que se diz que os empresários criam "postos de trabalho" e nunca ouvi dizer que os trabalhadores criam "postos de investimento"?

Obama e Hillary Clinton, peões do grande capital?

Segundo a Câmara de Comércio dos EUA, parece que sim.

Thursday, April 09, 2009

Patents and Copyrights Should be Repealed

Recensão por David Gordon de [Against Intellectual Monopoly. By Michele Boldrin and David K. Levine. Cambridge University Press, 2008. Viii + 298 pages.

Moldávia

Ter em conta isto:


Insurgente: "Aconselho estes dois posts de José Milhazes e este no blog da Foreign Policy. E, já agora, este sobre o papel do Tweeter."

Mas ter também em conta isto:

Moldova’s ‘Twitter Revolution?: (...) "Just as many of us cast a skeptical eye on the sudden emergence of massive plasma-screen televisions in also-poor Ukraine during the “Orange Revolution,” the idea that thousands of young Moldovans are spending such sums on their Twittering seems equally implausible.

So what is fueling this revolution? A brief glance at the website of one of the Moldovan NGOs leading the effort to overthrow the elected Moldovan government, that of the “Hyde Park Organization,” reveals an interesting benefactor: at the bottom of the page, next to a seal of the United States, one can read that “This website is hosted free of charge through the Internet Access Training Program (IATP). IATP is a program of the Bureau of Educational & Cultural Affairs (ECA), US Department of State, funded under the Freedom Support Act (FSA).”

Digging a bit further, one can see on the website of the US Agency for International Development that the United States government, through cut-out organizations like the International Republican Institute and the National Democratic Institute, is funneling large sums of money to Moldova for programs with such fascinating titles as “Strengthening Democratic Political Activism in Moldova (SPA).” USAID boasts that this program is “cultivating new political activists who can formulate and pursue concrete political objectives…” No doubt.

Another program, titled the “Internet Access and Training Program” may hold a clue as to where all these Twitterers came from. According to the US government, this program “provides local communities with free access to the Internet and to extensive training in all aspects of information technology.” Does the training come with iPhones?

The media, with story-line already inked out, mock the Moldovan president’s claims that the protests were “well designed, well thought out, coordinated, planned and paid for,” but isn’t that what the USAID website has already claimed? After all, to what end does the US train and fund NGOs in projects such as the “Moldova Citizen Participation Program,” whose goal is to “build… the capacity of citizens to create tangible and positive change in their own communities through civic activity and democratic practices…by providing training, mentoring, and funding for citizen-initiated projects and strengthening the capacity of NGOs and citizen groups to mobilize their community, advocate for change, and hold government accountable”? In the previous color revolutions we have seen the perversion of “democracy” to mean getting enough people getting to the street to overthrow an elected government. 

Why bother with all this? The same reason the US funded the other color revolutions. The same reason the US announced missile defense facilities in Poland and Czech Republic. The same reason the US has propped up and provided massive military aid to a creepily unstable Mikheil Saakashvili in Georgia. Encircle Russia."

Monday, April 06, 2009

Da Propriedade Intelectual (III)

A indústria musical assinala enormes quebras, na ordem dos 10%, em vendas de música em Portugal no último ano. A culpa, já se sabe, “é da Internet”. As soluções são igualmente originais: passam por instituir um imposto, já em vigor, sobre CDs e DVDs graváveis e por obrigar os ISPs a cortar o acesso à internet aos prevaricadores, como já acontece em França.
Vou arriscar uma previsão, apesar de saber que não devia: a indústria de edição e distribuição musical têm os dias contados.
Muitos artistas já perceberam que tiram mais partido em disponibilizar os seus trabalhos de forma gratuitaonline do que a introduzi-los no circuito comercial, e faz sentido: Com a evolução tecnológica é lhes cada vez mais fácil produzir a sua própria música e na Internet têm o canal ideal para distribuir a música. Com isso poupam nos estúdios e nos distribuidores e podem concentrar os custos e os ganhos da sua actividade nos espectáculos ao vivo.
Nesse sentido ataques à liberdade individual como sejam os referidos e outros demais, não são mais que o canto do cisne dum lobby que estará, suponho, a viver os últimos dias. No futuro a música será partilhada livremente com o apoio dos artistas. A indústria musical, como muitas outras antes, ter-se-á tornado obsoleta e o mundo terá andado para a frente.

Sunday, April 05, 2009

Os extremistas pela Propriedade ... Intelectual (II)

Obama passing new law to allow searching of PC's, Laptops, and media devices





Thursday, April 02, 2009

Arctic Monkeys - This House Is A Circus Live

A vida tranquila dos grandes depositantes

Negócios: A administração do Banco Português de Negócios (BPN) está preocupada com a dimensão das saídas de depósitos da instituição e admite que a liquidez do banco atingiu valores insustentáveis a curto prazo.

"A saída diária de depósitos, em valores que chegam a atingir as dezenas e mesmo as centenas de milhões de euros, sem a necessária e vital compensação, pela via da captação de novos depósitos, está a conduzir a instituição para uma situação muito delicada e de extrema gravidade", escreveu o administrador, acrescentando que o cenário descrito "compromete seriamente o futuro do banco".

PS: Esta nota interna, como se pode perceber é uma fullfilling prophecy.

As intervenções iniciais em Bancos, com injecção imediata de liquidez e reservas de emergência e ainda garantias, destinam-se a permitir que os maiores depositantes e credores mais informados retirem o seu dinheiro com traquilidade, aqueles que de resto, colocam um Banco em situação de insolvência ao esgotar os 3% a 5% de reservas para a totalidade de depósitos. Depois só mais tarde é que os restantes depositantes são confrontados com os factos, podendo acreditar ou confiar mais ou menos na capacidade do intervencionismo. Neste caso, menos.

No final, os grandes depositantes são os que estão sempre garantidos pelo sistema. Quando se lembram de "fugir" de um banco colocando-o sem reservas (de resto, acto perfeitamente legítimo e racional), aparecem sempre estas reservas para poderem retirar os seus depósitos com a traquilidade de saber que o sistema o protege.

Wednesday, April 01, 2009

"Would you buy a used foreign policy from these guys?"

Nunca deixo de me espantar como aqueles que gostam de praticar a retórica geo-estratégica (que defino como aquela ciência oculta praticada por coleccionadores na infância de soldadinhos de chumbo que nos vais levar de passo em passo até à ultima guerra mundial) se conseguem inspirar de forma sempre renovada em permanentes desastres (é aquela coisa muito lógica do permanent war for permanent peace).

Stephen M. Walt na Foreign Policy:

"Pulling a familiar joker from the discredited neoconservative deck, last week Robert Kagan and William Kristol announced the establishment of a new think tank (or maybe it's just a new letterhead), dubbed the "Foreign Policy Initiative."

The platform of the new organization is a watered-down version of the bellicose neoconservative program that worked so well over the past decade, producing a disastrous war in Iraq and a deteriorating situation in Central Asia and bringing America's image around the world to new lows.

Neoconservatives also helped derail efforts to reach a two-state solution to the Israeli-Palestinian conflict, thereby strengthening Hamas, threatening Israel's future, and further damaging America's global position. Question #1: Who's paying for it?The new group's modus operandi is likely to be similar to the old Project for a New American Century: bombard Washington with press releases and email alerts, draft open letters to be signed by assorted pundits and former policymakers, and organize conferences intended to advance the group’s interventionist agenda. Other commentators have already greeted the launch with appropriate skepticism, but for me, the big question is whether their efforts gain any traction. If so, it would confirm what many people are beginning to suspect: there is virtually no accountability in American public life. On that score, it's more than a little troubling to discover that a number of fairly reasonable people agreed to show up at the group's initial conference on Afghanistan, being held today at the Mayflower Hotel.Have we already forgotten just how much damage their earlier advocacy produced?

The New York Times's Tom Friedman told a reporter from Ha'aretz has Iraq was "the war the neoconservatives wanted...the war the neoconservatives marketed," and the ledger is quite clear: 4,000-plus dead Americans and over thirty thousand wounded, along with at least 100,000 dead Iraqis. Over two million Iraqis have fled the country and another two million are internally displaced. The price tag for the American taxpayer will probably exceed several trillion dollars, money we could certainly use these days. And what did we get for it? An Iraqi government that is sympathetic to Iran, hostile to Israel, and whose long-term future is still far from certain. No one is infallible, of course, but this was a policy error of extraordinary proportions. And it was hardly their only blunder.

As I've written elsewhere, if a physician misdiagnosed ailments with the same regularity that the neocons have misread world politics, only a patient with a death wish would remain in their care. In a country that understood that foreign policy was serious business and that prized competence over ideology, anyone with a track record like theirs would simply not be taken seriously. Indeed, if there were a robust culture of responsibility here in the United States, Messrs. Kagan and Kristol might have the decency to fall silent, or turn their attention to other matters. I'm not advocating censorship, of course, just a sense of humility appropriate to their achievements.So the fate of the "Foreign Policy Initiative" should be regarded as a litmus test. Is the United States genuinely capable of learning from past mistakes, to include learning whose advice deserves to be ignored?"