Tuesday, March 31, 2009

Os extremistas pela propriedade ... intelectual

Telegraph: A woman who plays classical music to her horses to keep them calm has been told she must pay for a public performance licence.

Ou a descrição alternativa via MisesBlog: This thief was playing classical music for her horses without paying the license fee. Fortunately a state-backed private monopolist intervened to shut down this criminal operation.

PS: Fica o aviso que para mim a propriedade intelectual não é ... propriedade (termo aplicável a bens escassos, cuja "ocupação"/uso por um impede outro de a ocupar/usar, em princípio sujeito a desgastamento pelo uso e tempo e cuja "fronteira" e existência é visível de alguma forma... e nada disso existe na chamada propriedade intelectual). Devo dizer que acho o caso das patentes (indústria farmacêutica por exemplo) mais grave que o do copyright (desde que não transformem a cópia de músicas em ...) e marcas.

Gostei de ver um dia alguns artistas da praça a acusarem a cópia de músicas como de "roubo puro e simples".

Moral da história: A "propriedade" intelectual quanto muito é um incentivo colectivo a qualquer coisa mas cuja utilidade final, balaceando prós e contras não é muito claro, é preciso ter em conta que esse incentivo desvia a investigação para as zonas onde é mais seguro capturar os ganhos do registo de patentes (os conceitos são tão incertos que o litígio nesta área é enorme, paralisando ... a inovação) e no final ... são as grandes empresas que beneficiam dela. E falemos por exemplo dos produtos naturais para a saúde, dado não serem objecto de patente, são sub-investigados e sub-vendidos dado o incentivo à patente quimico-farmacêutica.

2 comments:

Luís Bonifácio said...

Isto só é possível se a lei inglesa equiparar os animais ao ser humano e daí considerar que os cavalos constituem uma audiência. Vá-lá não contabilizaram as carraças e as pulgas dos cavalos.

Levando este principio ao extremo alguém que no recato do seu quarto toque umas músicas na sua guitarra ou piano arrisca-se a ser multado por estar a difundir música para uma audiência de ácaros.

Ricardo Ramalho said...

Patético...