Uma tentativa de catalogar as diferenças e semelhanças:
"Cambridge" (penso que se refere simultaneamente a Cambridge, Reino Unido, e Cambridge, Massachusetts) são os keynesianos; "Chicago" os monetaristas e afins (expectativas racionais, ciclos económicos reais, etc); "Vienna" os "austriacos" (há quem ache que ficava melhor "Auburn").
Os meus comentários (a minha formação é/foi essencialmente keynesiana, com muito marxismo à mistura, mais auto-didáctico do que académico):
- A questão "Are agents fully rational?" ficaria melhor "The decisions of agents are always rational?": pelo menos, os keynesianos (ou a versão actual do kynesianismo) sustentam que os agentes muitas vezes tomam decisões não-racionais, não tento por eles não serem racionais, mas porque há situações em que é racional não tomar decisões totalmente racionais (o trabalho de recolher e processar toda a informação relevante é tanto que muitas vezes é melhor agir por palpite ou por tentativa-e-erro)
- Não percebo muito bem o que o autor quer dizer com as recessões não serem importantes para "Cambridge" e "Chicago"
- A respeito de "Cambridge" e "Chicago" não acharem que os bancos centrais são culpados das recessões: penso que Friedman considerava que a culpa da Grande Depressão era por, segundo ele, o FED ter reduzido a massa monetária
Não sei se o vienense residente quererá acrescentar alguma coisa (penso que o blogue onde isto foi publicado é de inspiração "austríaca", logo a sua caracterização das posições dessa escola não deve ser controversas).
Os meus comentários (a minha formação é/foi essencialmente keynesiana, com muito marxismo à mistura, mais auto-didáctico do que académico):
- A questão "Are agents fully rational?" ficaria melhor "The decisions of agents are always rational?": pelo menos, os keynesianos (ou a versão actual do kynesianismo) sustentam que os agentes muitas vezes tomam decisões não-racionais, não tento por eles não serem racionais, mas porque há situações em que é racional não tomar decisões totalmente racionais (o trabalho de recolher e processar toda a informação relevante é tanto que muitas vezes é melhor agir por palpite ou por tentativa-e-erro)
- Não percebo muito bem o que o autor quer dizer com as recessões não serem importantes para "Cambridge" e "Chicago"
- A respeito de "Cambridge" e "Chicago" não acharem que os bancos centrais são culpados das recessões: penso que Friedman considerava que a culpa da Grande Depressão era por, segundo ele, o FED ter reduzido a massa monetária
Não sei se o vienense residente quererá acrescentar alguma coisa (penso que o blogue onde isto foi publicado é de inspiração "austríaca", logo a sua caracterização das posições dessa escola não deve ser controversas).
No comments:
Post a Comment