Note-se que eu não estou a tomar exactamente partido por nenhuma das definições - as minhas prefiridas são esta e esta, mas acho que qualquer uma é boa desde que não haja equívocos sobre o que é que se quer dizer.
Thursday, December 31, 2009
Considerações sobre as considerações sobre a classe média (II)
Note-se que eu não estou a tomar exactamente partido por nenhuma das definições - as minhas prefiridas são esta e esta, mas acho que qualquer uma é boa desde que não haja equívocos sobre o que é que se quer dizer.
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Considerações sobre as considerações sobre a classe média (I)
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Tuesday, December 29, 2009
O culpado dos ciclos económicos: os economistas
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Ainda a respeito do "pago-degradante" e do "de graça-digno"
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Ainda a classe média e as mulheres-a-dias
A Fernanda Câncio comenta que, para algumas pessoas, "o trabalho doméstico é degradante se for pago mas digno se for feito de graça"; bem, isso é a velha questão da "alienação do trabalho": é diferente um trabalho que é a expressão da nossa sensibilidade estética (como é em parte limpar/arrumar a nossa casa) dum trabalho que é pôr em prática as ideias dos outros (como é o caso de limpar/arrumar casas alheias); e também é diferente limpar/arrumar a casa umas horitas por dia ou por semana de passar uma vida a arrumar casas, 8 horas por dia, 5 dias por semana.
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Saturday, December 26, 2009
Feriados a mais?
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Thursday, December 24, 2009
Passatempo
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O CDS e o subsidio de desemprego
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Tuesday, December 22, 2009
Ainda o 25 de Novembro
"Na URSS o Partido Comunista procedeu ao fuzilamento de todos os "desvios esquerditas" que tinham participado na revolução.
Durante a guerra civil de Espanha, nos anos 30, o mesmo aconteceu em muitas zonas controladas pelo PCE, designadamente na Catalunha.
Em 1940 Trostsky - o fundador do Exército Vermelho -foi asssassinado no México a mando de Staline.
(...)
Sem a democracia que Ramalho Eanes, Jaime Neves e até mesmo Vasco Lourenço ou Melo Antunes ajudaram pela força a instaurar, obrigando o PCP a deixar-se de veleidades golpistas e a respeitar os resultados eleitorais, os Deputados do Bloco não estariam hoje na Assembleia da República, mas a adubar um qualquer cemitério."
A- Começam a surgir tensões nas fábricas, quarteis e escolas, com os plenários de soldados, as comissões de trabalhadores e as associações de estudantes a quererem continuar os hábitos do PREC, e os "oficiais revolucionários", os "gestores revolucionários" e parte dos "professores revolucionários" a defenderem a "disciplina revolucionária" (nesse aspecto penso que não seria muito diferente dos primeiros governos de Vasco Gonçalves)
B - Em principio, a ala comunista/gonçalvista acabaria por ser a dominante no novo "Conselho da Revolução", já que tenderiam a agir em bloco, enquanto os radicais de esquerda eram um grupo mais inorgânico; asim, sempre que alguma coisa fosse votada no CR, provavelmente a ala comunista/gonçalvista ganharia
C - Assim, sempre que os conflitos previstos em A tivessem que ser decididos pelo CR, a decisão seria favorável aos oficiais, gestores, etc. levando ao desencanto das bases (que para alguns levaria à apatia e outros à insoburdinação contra o novo governo)
D - aproveitando-se da perca de entusiasmo dos "otelistas", ao fim de algum tempo seria convocada uma Assembleia do MFA que escolheria um novo CR, agora com o PCP claramente maioritário e só um outro "otelista" (provavelmente o próprio) para compor o ramalhete
E - Agora, com o PCP claramente no comando, era só esperar por alguma "acto de indisciplina" num quartel, ou alguma protesto estudantil ilegal nalguma escola, ou coisa de género - o CR ordenaria a prisão dos "elementos contra-revolucionários"/"provocadores ao serviço da reacção" directamente envolvidos; após alguns dias, seria emitido uma nota oficiosa informando da descoberta de uma "rede clandestina empenhada em sabotar o processo revolucionário" enquanto algumas unidades militares fariam, de surpresa, centenas ou milhares de detenções.
[ver o que se passou pouco depois na Etiópia, um país também governado por "militares progressistas"]
Mas não poderia ser ao contrário? A "esquerda revolucionária" a triunfar [já agora, e já que fui buscar o exemplo etíope, foi em parte o que acabou por aconter lá, ao fim de quase 20 anos de guerra civil...]?
Bem, é sempre dificil fazer estas especulações "o que teria acontecido se não tivesse acontecido o que aconteceu" - afinal, o PCP e a extrema-esquerda só poderiam ter triunfado em 1975 se a relação de forças no país fosse diferente, mas nessa "história alternativa" a relação de forças entre o PC e a extrema-esquerda provavelmente também seria diferente.
Por outro lado, se tivesse sido Jaime Neves a ter a última palavra no 25 de Novembro em vez de Melo Antunes ou Vasco Lourenço, se calhar os deputados do BE também não estariam no parlamento...
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A fisica de uma batalha espacial
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Monday, December 21, 2009
Desigualdade e Inovação
Inequality & innovation, por Chris Dillow:
Why did the industrial revolution occur so late in human history? It’s not simply because we had to wait for the science. The steam engine, for example, was invented in the first century AD. But it was another 18 centuries before it became widely applied. Why the wait?
[T]his new paper suggests, though doesn’t explicitly articulate, another possibility - that inequality held back the economy.
Roughly speaking, there are two sorts of technical progress. One is the introduction of new products. This is helped by inequality - because this implies that there’s a pool of wealthy customers for the new goods.
But there’s another sort - process innovation, the introduction of new techniques that allow goods to be produced more cheaply for a mass market. And this form of innovation is retarded by inequality. After all, if the majority of people are on the breadline, or working in subsistence farming, producers have little incentive to finds ways of making new goods cheaper, because people still won’t be able to afford them.
In this sense, process innovation - which is what the industrial revolution was - requires there to be a middle-income market, which in turn requires at least a little equality.Now, I’ll grant that it’s tricky to test this hypothesis against the evidence.(...)
As I say, it’s just a suggestion than inequality retarded the industrial revolution. (Of course, there‘s no reason why the explanation be mono-causal). But if there’s any truth in this, then it implies that the cost of inequality, historically speaking, has been colossal. Delaying the transition from zero growth to 2% per capita growth by 100 years means denying people a seven-fold improvement in their real incomes.
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Friday, December 18, 2009
Um momento importante?
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Thursday, December 17, 2009
Fim do casamento heterossexual iria poupar biliões de euros aos portugueses
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O movimento não-violento que deteve (em parte) os exércitos de Hitler
Danish, Norwegian, and Dutch resistance to Nazism from 1940 to 1945 was
pronounced and fairly successful. In Norway, for example, teachers refused to
promote fascism in the schools. For this, the Nazis imprisoned a thousand
teachers. But, the remaining teachers stood firm, giving anti-fascist
instruction to children and teaching in their homes. This policy made the
pro-fascist Quisling government so unpopular that it eventually released all of
the imprisoned teachers and dropped its attempt to dominate the schools. … In
Copenhagen, Danes used a general strike to liberalize martial law. …
But, surely the most amazing but widely neglected case of nonviolent resistance
against Nazi Germany was the protection of Jews and other persecuted minorities
from deportation, imprisonment, and murder. … Gene Sharp shows how the nations
which nonviolently resisted National Socialist racial persecutions saved almost
all of their Jews, while Jews in other Nazi-controlled nations were vastly more
likely to be placed in concentration camps and killed. The effort to arrest
Norway’s seventeen hundred Jews sparked internal resistance and protest
resignations; most of the Norwegian Jews fled to Sweden. … When Himmler tried to
crack down on Danish Jews, the Danes thwarted his efforts. Not only did the
Danish government and people resist – through bureaucratic slowdowns and
noncooperation – but, surprisingly, the German commander in Denmark also refused to help organize Jewish deportations. This prompted Himmler to import special
troops to arrest Jews. But, in the end almost all Danish Jews escaped unharmed.
Acerca dos judeus na Dinamarca - li algures que toda a gente na Dinamarca começou a usar a estrela amarela, tornando impossivel identificar os judeus, mas afinal é boato (embora "incorrecto nos detalhes, mas correcto no espírito").
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Da última vez que Banqueiros Centrais & Co salvaram o mundo
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Wednesday, December 16, 2009
Secessão (II)

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Monday, December 14, 2009
Secessão
El 'sí' a la independencia arrasa con el 94,71% y piden referendo vinculante
El 'sí' a la independencia de Cataluña se ha impuesto hoy con claridad en las consultas celebradas en 166 municipios catalanes al obtener un 94,71% de los votos, lo que ha llevado a la plataforma organizadora a anunciar que pedirá ahora que el Parlament permita un "referéndum vinculante" para el 25 de abril.
Según los datos de la Coordinadora Nacional de las consultas, que han tenido una participación que no llega al 30% del censo, el 'no' ha logrado un 3,53%, y ha habido un 1,76% de votos en blanco y un 0,34% de nulos. (via )
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Sunday, December 13, 2009
Pobreza e crime
The paradox is this. When it comes to tax, the right are keen to stress that people respond to incentives. And yet when it comes to crime they seem coy about incentives, and prefer to talk about “multiculturalism“ or genes.
The paradox is especially strong because economic theory is much clearer on the link between poverty and crime than between tax rates and tax revenue.
This is because in the case of taxes, the income and substitution effects work in opposite ways. The substitution effect causes people to prefer leisure over work when taxes rise, whilst the income effect causes them to want to work more to recoup lost income. However, with crime the two work in the same direction. The income effect causes a poor person to turn to crime to raise money, whilst the substitution effect means the unemployed have more time with which to commit crime, and lower penalties - no danger of losing one‘s job - for doing so.
Unsurprisingly, therefore, the empirical evidence is much stronger for a link between relative poverty or inequality (pdf) and crime than it is for a link between tax rates and revenues.
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