João Rodrigues escreve "Discordo de quem reduziu os protestos no Reino Unido contra a empresa francesa Total a uma simples manifestação de xenofobia. É uma análise superficial que se limita a pegar num slogan infeliz sem ter em conta o seu contexto. A questão central, como os sindicatos britânicos têm sublinhado, gira em torno dos direitos laborais e das «liberdades» das empresas que colocam trabalhadores contra trabalhadores num contexto de crise económica e de aumento do desemprego".
"Lenin" (um blogger afecto ao semi-trotskista Socialist Workers Party) também escreveu um post nessa linha; mas, no mesmo dia, mudou logo de opinião.


4 comments:
Mas pelos vistos o Lenin não acredita que exista uma esquerda nacionalista. Se é xenófobo, é porque é de direita.
obvio que as empresas viram trabalhadores contra trabalhadores, por isso é que não querem contratos colectivos de trabalho, etc etc
o que há de errado nisto é o facto, do nacionalismo sendo de direita ou de esquerda não tem razão de ser, eles deviam estar a lutar lado a lado por melhores condiçoes de vida.
para alem disto, esquerda nacionalista é um contrassenso, a toda a ideia de internacionalismo e a ideia que os trabalhadores nao tem patria.
isto faz lembrar a epoca em que haviam trabalhadores que se revoltavam contra as maquinas.
O problema é a essência exploradora do capitalismo parasita e a habilidade em atirar trabalhadores contra trabalhadores enquanto ficam na sombra a arreganhar a cramalheira javarda, a dividir para reinar, a dar migalhas a esta para tirá-las àquele! A questão é de facto séria e greve! Só a luta decidida, disciplinada e organizada do proletariado pode resolver esta questão. Se a classe operária não puder contar somente consigo e se não estiver organizada está condenada ao fracasso e à capitulação.
Joe o Canalizador, que afirmou que um voto em Barack Obama era um voto pela morte de Israel, foi enviado como jornalista ao Médio Oriente
Samuel Joseph Wurzelbacher, por alcunha «Joe o Canalizador» (Joe the Plumber) , de 35 anos, ficou conhecido pela pergunta que fez a Barack Obama acerca do plano de impostos do agora Presidente eleito, acusando-o de socialista, um argumento que passou a estar na ordem do dia do lado republicano, para o qual passou a fazer campanha. Tudo isto transformou Joe, de um dia para o outro, numa estrela e herói nacional.
Durante a campanha eleitoral americana, Joe o Canalizador afirmou que um voto em Barack Obama era um voto pela morte de Israel. "Vocês não querem a minha opinião sobre política externa. Eu só sei o suficiente para ser provavelmente perigoso", afirmou em entrevista à Fox News.
O mais famoso canalizador do mundo abandonou as rupturas de lavatórios e as sanitas entupidas para se dedicar a tempo inteiro à política internacional. De tal forma que, contratado pela PajamasTV, viajou para Israel, onde permaneceu 10 dias para cobrir a crise em Gaza e falar com "as pessoas da rua".
Jon Stewart, do Daily Show, mostra-nos uma das primeiras intervenções de Joe o Canalizador em Israel:
Jon Stewart: Este homem enviado como jornalista para o Médio Oriente, deu a sua opinião de tipo normal sobre o jornalismo de guerra.
Joe o Canalizador: Vou ser franco. Os jornalistas não deviam estar perto dos conflitos. Vocês relatam onde estão as nossas tropas. Relatam o que se passa a cada dia. Dão muita importância a isso. Acho uma parvoíce. Agora, toda a gente opina.
Jon Stewart: Sim, toda a gente opina. Sou eu que o digo, Joe o Canalizador. Muito bem Joe. O jornalismo de guerra não presta. Qual é a alternativa?
Joe o Canalizador: Gostava de como era na Primeira e Segunda Guerras Mundiais, quando as pessoas iam ao cinema e viam as tropas no ecrã. Toda a gente ficava empolgada e feliz por elas.
Jon Stewart: Que idade tem? Primeira e Segunda Guerras Mundiais? Sabe, Joe, esses noticiários eram filmes de propaganda. Tinham o seu encanto mas a informação tinha lacunas. Mas continue a pintar a ignorância voluntária. Como uma espécie de virtude refrescante. Para que conste, acho que a Alemanha também teve desses filmes.
[Imagens de um documentário da Alemanha nazi]: Bem-vindos, Alemanha. Lá estão os nossos rapazes de castanho, o orgulho da força de combate da Alemanha. Podem ser o Terceiro Reich mas são os primeiros nos nossos corações. Cuidado, ciganos e homossexuais. Toda a gente está maluca por causa do Führer. Miudinha: "Posso oprimir judeus quando for grande?" Hitler: "Não te preocupes, querida. Estaremos por cá nos próximos mil anos."
Vídeo legendado em português
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