Friday, December 02, 2011

Caracterização do Google, do Facebook e da Wikipedia

What Future Does Facebook Have?, por Brad DeLong:

The key question that everybody has when they go to the world wide web is a simple one: "What do I need to know?" Different web companies give different answers to that question:
  • Wikipedia: You need a summary overview sketch of a particular person, place, thing, or event that you already have in mind--and we will provide you with such a sketch, written by a tag time of altruistic left- and right-libertarians and by some people who care too much about the topic.
  • Google: You need to know what pages on the internet have been most linked to by others and that contain keywords that you already have in mind.
  • Facebook: You need to know what your friends and your friends of friends already know that you do not.
Ao contrário de DeLong, eu não acho que "a resposta do Facebook" seja a melhor (na verdade, exactamente por ser a mais parecida com o que temos no mundo real, acaba por ser a que tem uma menor "vantagem comparativa")

2 comments:

RPR said...

«eu não acho que "a resposta do Facebook" seja a melhor (na verdade, exactamente por ser a mais parecida com o que temos no mundo real, acaba por ser a que tem uma menor "vantagem comparativa")»

a não ser que no mundo real praticamente toda a gente se conecte ao facebook e passe a partilhar lá o grosso das suas preferências.

Francisco Burnay said...

Creio que o Facebook vai crescer ou pelo menos manter-se enquanto

1) Alimentar/satisfizer a curiosidade dos membros entre si, para o qual é vital que funcione o mecanismo de recompensa adiada nas respostas de amigos/aplicações;
2) Não se desenvolver um espírito de privacidade por parte dos membros, adaptado à realidade digital, que seja impeditivo;
3) O Facebook oferecer algum valor concreto;
4) Não houver concorrência de peso.

O primeiro depende sobretudo da psicologia individual, mas creio que para a generalidade das pessoas obedece a uma curva de popularidade. A capacidade de adaptação do Facebook ditará o relançamento esporádico da rede social.

O segundo ponto pode ou não ocorrer e caso ocorra pode demorar bastante tempo. Nesse aspecto há alguns aspectos a ter em conta, nomeadamente qual a mentalidade pessoal/colectiva face à privacidade e só isso dá material para várias teses de doutouramento, creio...

Seja como for, creio que é seguro dizer-se que perfis opacos e interacções fracas levam a um desinteresse crescente. As questões de privacidade muitas vezes são levantadas pelo próprio Facebook (a falta de transparência na gestão da privacidade, a política de nome verdadeiro, etc.).

Quanto ao valor, o perigo é a ausência de funcionalidades concretas que tenham valor aos olhos dos utilizadores. Dou o exemplo do GMail: já usei a conta do GMail por IMAP, mas algumas funcionalidades do webmail trouxeram-me de volta (também por defeito do cliente email, mas enfim) e assim voltei a estar exposto à publicidade. Da mesma forma, a convocação de eventos é uma ferramenta que me agarra ao Facebook a contra gosto.

Quanto ao último ponto, grande parte do sucesso do Facebook é que foi o primeiro de muitas redes sociais genéricas integradas (houve outras bastante populares mas não tão integradas). Pessoalmente, até prefiro o Google+.

Em suma, creio que o espírito geral é que o Facebook permite aos membros interagir de uma forma que lhes parece satisfatória. Mas o facto de o Facebook se estar a querer impôr como um "man in the middle" para serviços exteriores a ele é a prova de que a sua própria necessidade está pendurada por arames. Mas confesso-me não-fã do Facebook.