Saturday, July 05, 2008

Uma questão sobre os "vouchers" escolares

Os defensores dos "vouchers" defendem que continue a haver exames nacionais?

E que, se o defenderem, acho que os alegados problemas apontados por A.A.Alves e Maria Filomena Mónica continuariam a existir.

6 comments:

Filipe Abrantes said...

Boa pergunta.

Acho que a MFMónica defende que devem existir os tais exames, e que deve ser ela a elaborá-los. Ela e o marido.

Já agora, a MFMónica tinha boas notas a matemática? Já sabemos que a Português era um génio (essa disciplina mais que útil ao desenvolvimento do país), mas resta-nos saber se a matemática atingia os níveis razoáveis (ou mínimos, na sua escala de exigência).

Anonymous said...

Boa pergunta.

É que entre os defensores dos vouchers há alguns que na verdade o que querem é que as escolas e os pais sejam livres de fazer o que quiserem, com o Estado a pagar.

Assim do género: as madrassas e as iechivas seriam proibidas mas, em compensação, as escolas católicas poderiam ensinar o que quisessem, e o Estado pagava.

Luís Lavoura

André Azevedo Alves said...

Num sistema com plena liberdade de educação, creio que os exames nacionais seriam desnecessários.

No sistema actual, defendo a existência de exames nacionais.

Tárique said...

Filipe Abrantes e Luís Lavoura certeiros - a pressão pelos vouchers em Portugal é mais uma tentativa avanço do corporativismo.

Anonymous said...

Já agora, eu defendo "vouchers" e exames nacionais. Penso que não são contraditórios.

Eu sou a favor de um sistema PÚBLICO de educação, isto é, de uma educação mínima que seja financiada pelo Estado (mas não necessariamente prestada por escolas pertencentes ao Estado) (pode para além dessa educação mínima haver educações mais especializadas, que já não serão em geral financiadas pelo Estado). Ora, se o Estado deve financiar, deve também controlar os resultados, e certificar as competências - é para isso que os exames nacionais servem.

Luís Lavoura

CN said...

Vouchers quanto muito a nivel municipal com total autonomia para o fazerem , como fazerem e se o querem fazer.

Para isso, o municipio (ou conjunto de municipios) devia poder reclamar receber a sua parcela do orcamento de educacao e gasta-lo em educacao da forma que o quiser, ou com escolas publicas e/ou com vouchers.