Via Arre Macho.
Sunday, September 24, 2006
O "Manifesto Comunista" em bonecos animados
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Friday, September 22, 2006
Insurance Horror Stories
So begins a recent report in The Los Angeles Times ... which offers a series of similar horror stories and suggests that these stories represent a growing trend: more and more health insurers are finding ways to yank your insurance when you get sick.
This trend helps explain something that has been puzzling me: why is the health insurance industry growing rapidly, even as it covers fewer Americans?
Because everyone faces some risk of incurring huge medical costs, only the superrich can afford to be without health insurance. Yet private insurers try to refuse coverage to those most likely to need it, and deny payment whenever they can get away with it.
The point isn’t that they’re evil or greedy (although you do wonder how the people who cut off the Schaeffers can look themselves in the mirror). The fact is that cruelty and injustice are the inevitable result of the current rules of the game. Blue Shield of California is a nonprofit insurance provider, yet as a spokesman put it, if his organization doesn’t follow the for-profit practice of selectively covering only the healthiest people, “we will end up with all the high-risk people.”
But employment-based insurance is in rapid decline, as ... more and more companies adopt Wal-Mart-style minimal-benefit policies. That’s why many people are turning to individual insurance — only to find out, in some cases, that they didn’t get what they thought they paid for.
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Evolução e Ordem Espontanea
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Saturday, September 16, 2006
O que significa "responsabilidade"?
O que eu vou escrever aqui pode não ter, directamente, muito a ver com isso, mas creio que, indirectamente, acaba por ter.
Um grande problema com palavras como "responsabilidade", "responsável", etc. é que não se sabe muito bem o que querem dizer. Nomeadamente, essas palavras têm dois sentidos que não têm quase nada a ver um com o outro, mas que por vezes são misturados:
Por um lado, "responsabilidade" significa "suportar as consequências dos seus actos"; por exemplo, quando cai uma ponte e se diz "alguêm tem que ser responsabilizado por isso", estamos a falar de "responsabilidade" neste sentido.
Por outro lado, "responsabilidade" (e, sobretudo, "responsável") tem também uma conotação de "espirito de dever" e "obrigação", de fazer o que tenho que fazer e não o que me apetece fazer. P.ex., quando se diz que um jovem que é um aluno aplicado e que tem o seu quarto arrumado é "responsável", é neste sentido.
Os dois sentidos não têm grande ligação: uma pessoa pode não ter grande sentido de "dever" e "obrigação" e no entanto assumir as consequências dos seus actos. Um exemplo extremo: um individuo que recuse a ideia de ter um trabalho regular, optando por uma vida errante, ganhando dinheiro tocando guitarra na rua e/ou fazendo trabalhos ocasionais e dormindo em estações de comboios nos dias frios e ao relento nos dias quentes (nos dias em que os transeuntes apreciaram a sua música e lhe deram muitas moedas, talvez exprimente o conforto de uma pensão). Esse comportamento não é o que frequentemente se chama "responsável", mas encaixa perfeitamente na primeira definição de responsabilidade - o individuo assume as consequências dos seus actos.
Um exemplo mais frequente: muitas vezes, são os jovens mais "irresponsáveis" (no sentido de priveligiarem mais a "satisfação imediata") que decidem deixar os estudos e ir trabalhar (frequentemente a contra-gosto dos pais) - ora, de acordo com a definição "responsabilide = assumir as consequências dos seus actos", esse comportamento é totalmente "responsável" ("irresponsáveis" serão os que - como fez o autor destas linhas - vão tirar um curso, vivendo 4 anos à custa dos seus pais).
Podemos também imaginar o caso oposto: alguêm pode ser uma pessoa "responsável", no sentido de ter uma mentalidade "primeiro as obrigações, depois as diversões" e, no entanto, querer que os outros suportem as consequências dos seus actos e decisões. P.ex., um estudante esforçado e aplicado que ache que, por causa disso, tem direito a uma mesada mais elevada.
Na questão da "liberdade" e da "responsabilidade", creio que frequentemente se mistura estes dois sentidos da palavra "responsabilidade". A "responsabilidade" que está ligada à liberdade é a primeira - se eu decido livremente agir de determindada maneira, devo aceitar os resultados dessa acção. P.ex., se eu decido não fazer a cama, tenho de aceitar o fato de ter uma cama não feita e, de na noite seguinte, ter os lençóis todos enrugados*. No entanto, muitas vezes joga-se com a ambiguidade do conceito de "responsabilidade" para argumentar que as pessoas têm que ser "responsáveis" no segundo sentido para poderem ser livres - ou seja, passa-se do "pessoas livres devem arcar com as consequências de decidirem fazer ou não a cama" para "só as pessoas que fazem a cama todos os dias têm condições para serem livres".
* algo abusivamente, há também quem use esta ligação entre "liberdade" e "responsabilidade" para argumentar que os individuos devem arcar com as consequências, não apenas dos seus actos, mas também com as dos actos de outras pessoas - p.ex, alguns opositores às politicas redistributivas usam esse argumento, esquecendo-se que, a partir do momento em que deixamos de viver em familias auto-suficientes, a nossa riqueza e rendimento são afectados, não apenas pelos nossos actos, mas pelos actos de todas as pessoas com quem interagimos, e pelos actos das pessoas com que elas interagem, e pelos das pessoas que interagem com essas, etc.
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"Já podem ir de autocarro sozinhos"
Espero não ter percebido bem o artigo (eu li-o só de raspão), porque, se tiver percebido bem, é de entrar em choque - só a partir do 9º ano (i.e. aos 14/15 anos) é que os adolescentes têm autonomia para andarem sozinhos no autocarro??? No meu tempo (n. 1973), as crianças de Alvor, Montes de Alvor, Ferragudo, Parchal, Mexilhoeira, etc., a partir do momento em que iam para o "ciclo" (aos 10 anos), iam e vinham de autocarro para Portimão todos os dias!
Será que as C+S ao pé da porta, o facto de todas as familias terem carro e a mania de porem os filhos em tudo o que é "actividade" (na música, na natação, no inglês, no futebol, etc.) está a destruir a capacidade das crianças para agirem autonomamente? Ou (suspeito que será isso) serão os pais que subestimam as capacidades dos seus filhos?
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The Joys of Prison Labor
Bradford Plumer escreve o recurso aos prisioneiros como mão-de-obra pelo "complexo industrial-prisional":
The prison-industrial complex, now employs some 80,000 prisoners, and the number's rapidly growing. A large number of those workers earn less than minimum wage:
For the tycoons who have invested in the prison industry, it has been like finding a pot of gold. They don't have to worry about strikes or paying unemployment, health or worker's comp insurance, vacation or comp time. All of their workers are full time, and never arrive late or are absent because of family problems; moreover, if prisoners refuse to work, they are moved to disciplinary housing and lose canteen privileges. Most importantly, they lose "good time" credit that reduces their sentence.Bonanza! Now one might reasonably wonder whether this captive, ultra-cheap labor force might be pulling down wages and standards for everyone else. After all, while inmates making goods for domestic consumption must be paid a "prevailing wage," that law doesn't apply to exports. So companies can outsource production to the local penitentiary and pay their "workers" next to nothing:
Prisoners now manufacture everything from blue jeans, to auto parts, to electronics and furniture. Honda has paid inmates $2 an hour for doing the same work an auto worker would get paid $20 to $30 an hour to do. Konica has used prisoners to repair copiers for less than 50 cents an hour. … Clothing made in California and Oregon prisons competes so successfully with apparel made in Latin America and Asia that it is exported to other countries.(...)
There are currently two million prisoners in the United States, and "some experts believe that the number of people locked up in the U.S. could double in the next 10 years"—many for minor, non-violent drug crimes and the like. The War on Drugs: truly the gift that keeps giving. But now that businesses are finding it so lucrative, what are the odds of that changing anytime soon? I wonder if corporations have ever lobbied for "tough on crime" policies because they need the cheap labor. Seems a bit paranoid, but hardly impossible.
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Thursday, September 14, 2006
Chavez: presidente vitalicio?
Eu não acho saudável nenhuma das situações (e se fosse venezuelano votaria "não" a qualquer delas) mas são substancialmente diferentes. A primeira significará o estabelecimento de uma ditadura; a segunda não - recorde-se que, até 1951, os presidentes norte-americanos podiam recandidatar-se ad eternum e ninguém chamou aos EUA uma "ditadura" por causa disso ( o único que se recandidatou mais que uma vez foi F.D. Roosevelt, mas o que interessa é que não havia obstáculos consitucionais a isso); inversamente, no México do PRI ou no Brasil pós-1964 os presidentes só exerciam um mandato, mas não era isso que os tornava democracias a sério.
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Tuesday, September 12, 2006
O Bairro das Amendoeiras
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Monday, September 11, 2006
Sunday, September 10, 2006
Administrácio
O elemento mais pesado conhecido pela ciência foi descoberta no centro de investigação de uma das principais unversidades norte-americanas.
O elemento, que foi designado com “Administrácio”, não tem protões nem electrões, e portanto, tem um número atómico de 0. No entanto, ele tem 1 neutrão, 125 neutrões assistentes, 75 vice-neutrões e 111 vice-neutrões assistentes, dando-lhe uma massa atómica de 312. Essas 312 partículas são mantidas unidas no núcleo por uma força que envolve a continua troca de partículas (semelhantes aos mesões) chamadas “morons” (os cientistas são norte-americanos; ainda não há tradução portuguesa).
Como não tem electrões, o Administrácio é inerte. No entanto, pode ser detectado quimicamente porque impede qualquer reacção com que entre em contacto. De acordo com os descobridores, uma pequena dose de Administrácio originou que uma reacção, que normalmente ocorre em menos de 1 segundo) demorasse 4 dias a ser completada.
Administrácio tem uma vida média de aproximadamente 3 anos. Ao fim deste tempo, ele não se desintegra, mas, em vez disso, tem uma transmutação interna, em que os neutrões assistentes, vice-neutrões e vice-neutrões assistentes trocam de posições. Alguns estudos têm mostrado que a massa atómica, na realidade, aumenta após cada reorganização.
Investigadores de outros laboratórios indicam que o Administrácio surge naturalmente na atmosfera. Tende a concentrar-se em certos locais, tais como agencias governamentais, grandes empresas, etc. O elemento pode ser encontrado nos edifícios mais novos, melhor desenhados e com melhor manutenção.
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Friday, September 08, 2006
As FARC, as recolhas de assinaturas, etc.
Vou aqui expôr as razões dessa atitude, que pode parecer um bocado estranha.
Não dou o meu apoio ao documento "Ao Ministro de Estado e da Administração Interna", porque acho que isto é essencialmente uma questão politica e moral, não uma questão de polícia.
Não dou o meu apoio ao documento "Ao Embaixador da Colômbia em Lisboa", porque o Estado colombiano também não tem sido propriamente "flôr que se cheire" - os grupos paramilitares agem quase impunemente, com a cumplicidade da policia e do exército, assassinando tanto opositores violentos como não-violentos; e, em termos de ligações ao narco-tráfico, duvido que haja muitas "mãos limpas" em qualquer dos lados do conflito colombiano. Eu admito que a itenção dos promotores seja dirigir-se ao Embaixador na sua condição de representante do Povo colombiano (1), mas ele é, em primeiro lugar, o representante do Estado.
Também não dou o meu apoio ao documento "Ao grupo defensor da Liberdade de Ingrid Betancourt", já que nesse texto faz referência às outras missivas, logo, penso que só tem sentido ser subscrito por alguêm que tenha subscrito os outros documentos.
(1) Como, aliás, nota CMC
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O "7 de Setembro"
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Thursday, September 07, 2006
O Indíce de "Liberdade Económica"
Aliás, até me dá a impressão que um país que, em vez de imposto sobre o rendimento, só tivesse um imposto sobre as vendas (estilo IVA), também não teria carga fiscal. Indo ainda mais longe, um país que tivesse uma taxa de IVA de 400% (e apenas essa) e em que, no ultimo ano, a despesa pública tivesse baixado de 85 para 80% do PIB seria talvez o pais mais "liberal" do mundo em termos de carga fiscal - afinal, não tem impostos sobre o rendimento nem sobre as empresas e a despesa pública está a descer.
O curioso é que, umas linhas abaixo, o estudo diz que "government expenditures are the most complete measure of a state's burden on the economy"; ora se é assim, porque a base de calculo (em vez das taxas máximas do imposto) não foi simplesmente a despesa pública em percentagem do PIB (ou, ainda mais correcto, a receita fiscal total em percentagem do PIB)? Nem é uma questão de não terem esse valor disponivel - têm-no, já que um dos itens do calculo é a tal variação da despesa pública (vou voltar a abordar essa da "variação").
Na verdade, com essa opção de medirem a carga fiscal com base na taxa marginal mais alta do imposto sobre o rendimento, até parece que os conservadores (e os seus aliados liberais) nos querem facilitar o trabalho de os apresentar como defensores apenas dos interesses dos "ricos"... E estes cálculos, realmente, são promovidos por pessoas e organização que são contra os impostos progressivos, a favor da substituição do imposto sobre o rendimento por um imposto sobre a vendas, etc.
O ataque à progressividade do sistema fiscal que está implicito nesse cálculo (e, de uma maneira geral, o entusiasmo liberal por "flat taxes" e afins) levanta outra questão: muitas vezes, os liberais argumentam que "impostos são trabalhos forçados", que ter que pagar 25% do rendimento em impostos é o mesmo que trabalhar como escravo para o Estado 25% do tempo, etc. Claro que essa analogia não faz sentido (mesmo que eu tenha que pagar 25% de impostos, não tenho, durante 25% do tempo, o Estado a ordenar-me que trabalho fazer, aonde o fazer, quando o fazer, como o fazer e com quem o fazer - as caracteristicas distintivas do "trabalho forçado" e da "escravatura"), mas, se fizesse, isso até era um bom argumento para concentrar os impostos nos altos rendimentos: afinal, se cobrar 100 euros a quem ganhe 1.000 euros é escravizá-lo 10% do tempo e cobrá-los a quem ganhe 500 euros é escravizá-lo 20% do tempo, a conclusão lógica é que - para obter a mesma receita fiscal - o imposto progressivo é menos "escravizador".
Uma ultima nota a respeito de, para medir a carga fiscal, ter sido usada, não a despesa pública em percentagem do PIB, mas a variação. Isso é obviamente absurdo - dessa maneira (se tudo o resto fosse igual), um país cuja despesa pública tenha baixado de 60 para 50% teria uma carga fiscal inferior a um cuja despesa tivesse subido de 1 para 2%. No entanto, suspeito que percebo a motivação desse disparate matemático: os paises nórdicos, que têm tido bons resultados económicos e sociais, têm um nivel elevado de despesa pública, mas têm-no vindo a reduzir. Assim, ao usar como critério, não a despesa, mas a variação da despesa, esses países são "empurrados" para o topo da lista dos países com mais "liberdade económica" (para desespero dos liberais nativos), permitindo argumentar que os países mais prósperos são os que mais seguem o "mercado livre".
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As FARC
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Tuesday, September 05, 2006
Espuma de barbear: uma perda de tempo?
Eu não liguei muito, mas, a dada altura, decidi exprimentar - já há quinze dias que não uso espuma e parece que resulta.
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Debate - A esquerda o islamismo
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Saturday, September 02, 2006
O Rendimento Social de Inserção
Será que o PND inclui nisso os beneficiários do RSI que têm emprego (não sei a percentagem actual, mas cerca de 40% dos beneficiários do antigo RMG tinham emprego)? É que, se incluir, isso, entre outras coisas, vai aumentar as despesas: para poder ir "limpar matas", provavelmente os benificiários do RSI terão que deixar os seus empregos, logo passarão a ganhar menos, logo o valor que irão receber de RSI será maior (recorde-se que o RSI é calculado pela diferença entre o valor da pensão social e o valor dos outros rendimentos auferidos pelo agregado familiar - assim, uma redução nos "outros rendimentos" implica um aumento do RSI).
Já agora, e os beneficiários que estão em cursos de formação profissional, também terão que ir "limpar ruas" (e, nesse caso, o horário das limpezas será ajustado ao horário dos cursos)?
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