Wednesday, May 22, 2019

Trump e Netanyahu a abrir o caminho para a destruição de Israel?

Why some Palestinians are backing Trump’s peace push, por Nahal Toosi:

A growing number of Palestinians want a ‘one state, equal rights’ model and think Trump may unwittingly pave the way for it.
Algo que já tinha pensado há uns dias, quando vi uma notícia sobre a campanha eleitoral israelita dizendo que Netanyahu prentendia anexar a Cisjordânia - que a longo prazo,se calhar é mais provável que o "estado palestiniano" surja, não pelo "dois estados para dois povos", mas com Israel a anexar os territórios ocupados e a ficar com tantos árabes dentro das suas fronteiras que mais cedo ou mais deixará de poder continuar a ser o "estado judeu".

Monday, May 20, 2019

O estranho partido que é o "Brexit Party"

Nigel Farage’s startup politics:

It was only then that “The Brexit Party Limited” — the company behind the party that was created in November last year — gave notice that Farage had taken “significant control” of the business, with the right to remove and replace a majority of the board of directors.

The company documents reveal a unique structure for a U.K. political party which gives almost total control to its leader, front of shop — and back. (...)

There are only two directors of the company — Farage and his friend, the Brexiteer businessman Richard Tice. The company secretary is Phillip Basey, a former UKIP activist, who was appointed in March. And there are five undisclosed shareholders, with each share worth £1.

Official government guidance suggests anyone with “significant control” is likely to have more than 25 percent of the company’s shares, which in this case, means that Farage owns at least two of the shares. (...)

But despite a support base that is close in size to the membership of the ruling Conservative Party, the Brexit Party has no "members" itself, a party spokesperson said — just registered supporters. (...)

he Brexit Party's structure is highly unusual in British politics. Theresa May, for example, is answerable to more than 300 MPs, hundreds of Conservative associations and a 1922 committee of backbenchers, which guards the rules that govern leadership challenges. (...)

His other influence is the far-right Dutch populist Geert Wilders, who is the only member of his party. This allows Wilders to dictate the party's finances and political course.

Friday, May 17, 2019

O Brexit vai acontecer?

Is Brexit still possible?, por Simon Wren-Lewis:

There is always a blocking group of MPs made up of a combination of Brexiters and uncompromising Remainers, and if the deal ever squeezed through parliament there would always be a large majority of voters who would hate it and take their anger out on the government. (...)

This all suggests that Brexit in any form based on Article 50 is just not possible. A May-Corbyn deal was the best shot, but I don’t think either side are prepared to do it at the end of the day. Yet no one will admit that Brexit is stuck with no obvious way forward. It may require a new Prime Minister to admit the inevitable. They have a big incentive to do so, as at the moment Brexit has brought normal government to a halt.

What about the EU - will they want to go on extending Article 50 again and again? At some point they will issue an ultimatum: no more extensions so agree a deal, revoke or leave without a deal.
Wren-Lewis parece achar que o Brexit é impossível, mas há outra hipótese - saída sem acordo (e, face à mais que provável vitória do Partido Brexit nas eleições europeias da próxima semana, parece-me mais provável do que não haver Brexit*); e para isso nem é preciso que da aparte dos britânicos haja uma decisão deliberada de sair sem acordo: basta que não cheguem a decisão nenhuma e o prazo finalmente termine.

* E, a ser assim, será dos raros casos em que numas eleições para o Parlamento Europeu se decide realmente algo relevante para a União Europeia, em vez de funcionarem como se fossem apenas umas vinte e tal sondagens sincronizadas para aferir as intenções de voto para os respetivos parlamentos nacionais.

Thursday, May 16, 2019

Um espectro assombra o mundo, o espectro das greves (II)

Cerca de 60 voos cancelados no aeroporto de Bruxelas devido a greve de controladores - "Greve surpresa de controladores aéreos belgas está a afetar os aeroportos de Bruxelas e Charleroi, a sul da capital."

Estive a tentar perceber como é que uma greve é proclamada de repente - parece que tudo começou com reuniões em que a administração is explicar o novo acordo de empresa aos trablhadores; como grande parte das pessoas estaria a trabalhar à hora da reunião, os sindicatos proclamaram um greve para essa hora para todos os empregados poderem assistir; em resposta a empresa cancelou a reunião (e de qualquer maneira a greve continiou).

Esta greve, pelos vistos, até foi convocada pelos sindicatos convencionais, mas mesmo assim acho que se enquadra (tal como as que têm havido em Portugal) no padrão de greves não-convencionais (até porque parece que está a ser considerada como uma greve selvagem).

Thursday, May 09, 2019

O Trumpismo descrito 3 anos antes?

É o que quase me parece este artigo do 2013 do neoconservador American Enterprise Institute, "Setting the Record Straight About the White Working Class", que encontrei por acaso quando estava fazendo uma busca por outra coisa.

Wednesday, May 08, 2019

Um espectro assombra o mundo, o espectro das greves

Noah Smith sobre a vaga de greves nos EUA, sobretudo no sector dos serviços:

In some ways, service workers may have more potential bargaining power than the manufacturing workers of a hundred years ago. Manufacturing is relatively easy to relocate: The movement of factories to other countries and to less union-friendly states played a big role in undermining unions. But you can’t move a restaurant or a school or a hotel or a taxi service to China or Kentucky. At least in theory, this means local service workers could wield great power if they figured out how to unionize a large percentage of the workers in an area.

The strikes at Uber and Lyft are one sign that a new wave of labor activism is finally taking hold among service workers. Another is the wave of teacher strikes that swept the country in 2018. In San Francisco, 2500 hotel workers staged a successful strike in 2018, winning raises, pensions and better worker protections. Overall, 2018 saw 485,000 workers involved in stoppages of some sort. That’s almost 20 times the level of 2017, and the most since 1986
Em Portugal também temos sinais de uma vaga grevista que ultrapassa os limites habituais - em vez de greves no setor público convocadas por sindicatos ligados às centrais sindicais, nos últimos meses temos tido greves importantes no sector privado (motoristas de matérias perigosas e a Central de Cervejas) ou convocadas por sindicatos independentes (como os enfermeiros, em parte os professores - onde as greves têm sido largamente impulsionadas pelo Sindicato de Todos Os Professores, apesar da Fenprof alinhar nelas - e de novo os motoristas de matérias perigosas) - tirando a das cervejas, também são todas dos serviços, mas pode-se argumentar que isso é simplesmente um reflexo da economia portuguesa ser mais centrada nos serviços.