Monday, April 07, 2008

Delphi e Yazaki

Delphi e yazaki: mais 1000 despedimentos anunciados, no Esquerda Comunista:

O Ministro da Economia admitiu que "os despedimentos anunciados nas multinacionais Delphi e Yazaki Saltano eram inevitáveis". No fundo, admitiu que não passa dum capacho no qual o grande capital esfrega os pés. Estas multinacionais chegam, recebem todos os apoios possíveis e imaginários (terrenos, imnpostos reduzidos, infra-estruturas, etc., etc., etc.) e, após alguns anos vão-se embora quando se torna mais lucrativo ir explorar trabalhadores para outras paragens...

Não lhes faremos nunca frente? Porque é que estas coisas "têm" de ser inevitáveis? Inevitáveis são o pôr-do-Sol ou as 4 fases da Lua... Tudo o mais está nas nossas mãos.

Aos 1000 trabalhadores ameaçados, só podemos desejar a melhor das lutas: não desistam!

Lutem pelo vosso posto de trabalho, ocupem a fábrica, entrem em autogestão, vendam cara a derrota - e não temos de ser sempre derrotados!!!!

Aos sindicatos e partidos de esquerda, fazemos um apelo: que se lance desde já um grande movimento pela nacionalização imediata dessas unidades fabris sob controlo dos próprios trabalhadores

Sunday, April 06, 2008

Temas de Rothbard à esquerda

- As guerras e o complexo militar-industrial, e o imperialismo (incluindo a oposição ao Vietname)

- A posse de terra quasi-feudalista (no terceiro mundo, etc) como violação de direitos de propriedade nomeadamente do "homesteading" (aliás, o que explica a popularidade do comunismo nestas partes do mundo)
- A protecção do "big business" por meios intervencionistas (regulatória, etc) incluindo as patentes (que não reconhece como direitos de propriedade)
- As liberdades civis
- os efeitos redistributivos da inflação monetária via Bancos Centrais (a favor de "Wall Street")

Acerca da espécie de fim do PSR

"A certidão de óbito do PSR foi publicada a 1 de Abril no Diário da República"

Eu fui simpatizante do PSR durante uns 10 anos e aderente (não, não é a mesma coisa que militante) durante para aí um ano (talvez daqui a uns anos eu esteja a defender a invasão de Marrocos*); e, de qualquer maneira, continuo a pertencer a um partido que tem Francisco Louçã como primeira figura.

Muitas vezes acontece as pessoas entrarem em ruptura com uma organização mas mantendo durante algum tempo as mesmas ideias (penso que foi esse o precurso de muitos ex-maoistas em Portugal: devido a conflitos internos abandonaram o MRPP, o PC(R) , o PCP(M-L) e grupos do género e alguns anos depois disso acabaram por abandonar o maoísmo). Em mim o percurso foi mais ou menos o oposto: eu abandonei (em parte) o marxismo e o trotskismo, mas sem propriamente ter chegado a ter uma ruptura com o PSR (excluindo já muito recentemente, quando apoiei a Moção C na última convenção): eu continuo a assinar o Combate, a ler o site da International Viewpoint, a trocar mails com pessoal do PSR, etc. Há duas coisas que contribuem para isso:a existência do Bloco de Esquerda (que faz com eu continue a agir em conjunto com o PSR mesmo sem continuar no partido) e o facto que eu era, penso, o único PSR no Barlavento Algarvio (se houvesse um núcleo organizado em Portimão, ou se eu tivesse continuado a viver em Lisboa, o meu afastamento ideológico seria muito mais complicado, já que aí haveria uma mistura entre relações partidárias e pessoais).

Já agora, o DN refere que "não é conhecida outra experiência bem sucedida da reunião num mesmo partido de trotskistas e maoistas de obediência estalinista"; descontando o facto de, em 1999, a UDP já não ser maoista nem estalinista, não sei se a Aliança Vermelha-Verde da Dinamarca também não terá lá trotskistas e antigos "albanesistas" (até penso que foi a UDP que teve a ideia de criar o Bloco, inspirando-se exactamente na experiência dos seus camaradas de outros países europeus).

*já havia pensado nisso a propósito da colaboração de Murray Rothbard com os radicais de esquerda David Horowitz e Ronald Radosh nos anos 70

Saturday, April 05, 2008

Sondagens do Expresso

Na sondagem mensal do Expresso, no capitulo sobre os lideres políticos é dito:

"Jerónimo de Sousa passa a ter saldo positivo e ultrapassa Paulo Portas e Luís Filipe Menezes"

"José Sócrates - Não acompanhou a queda do Governo. Resistiu à contestação"

"Francisco Louçã - Continua a descer mesmo quando o seu partido regista uma subida importante"

"Luis Filipe Menezes - Desce com o mesmo ritmo do Governo e não governa"

"Paulo Portas - Nem a ligeira subida do partido fez inverter a sua descida"

Não seria melhor o Expresso, em vez de se limitar a comentar os dados da sondagem, ter revelado ao leitores esses dados? P.ex., em vez de dizer que "Louçã continua a descer", ter revelado a percentagem de eleitores que têm opinião positiva e negativa de Louçã e a variação do saldo face ao mês anterior?

[Já agora, este meu post de há uns meses sobre o mesmo tema]

Friday, April 04, 2008

Quanto a manadas, cardumes, nómadas, etc

A tecnologia pode ajudar. Não só a de mecanismos mas também a jurídica. Podemos imaginar formas de serem identificados animais em movimento e de estes direitos serem reconhecidos e preservados.

Tal como devem ser reconhecidos as soberanias e direitos correspondentes das tribos (africanas, árabes, etc) móveis (ou não) na medida em que há muito tempo que usam trilhos e pontos de paragem, etc. E pelo que já li, na verdade, formaram-se direitos pelo costume que se adaptam aos nómadas, do tipo, em certas alturas do ano determinado direito de uso e água é da tribo X
e em outras alturas de Y.

Re: Ecologia... social (II)

Ainda a respeito de ambiente e direitos de propriedade, o post Princing Rhinos no Stumbling and Mumbling, sob as vantagens e limitações dessa abordagem.

Antes ou depois do EUA?

Al-Qaeda #2: We'll Attack Iran

Thursday, April 03, 2008

Inflação

Parece-me que a "taxa de inflação" só ganharia transparência com a publicação de todos os dados parciais.

Mas a inflação de preços é uma fenómeno monetário via criação de dinheiro pelo sistema monetário (assim tipo: não tenho dinheiro para te emprestar portanto faço aqui umas fotocópias destas notas e concedo-te crédito... e um dia se tiver problemas de liquidez com os depositantes o banco central faz o mesmo comigo ... somos uns para os outros...).

E como diz Mises, os efeitos da criação de dinheiro não transparecem simultâneamente em todos os produtos e cadeia económica. Bem longe disso. Primeiro afectam uns e só muito depois outros.

Se a quantidade de dinheiro fosse fixa, a subida do preço de um produto induziria à queda de outros. Além disso, todo o crescimento económico se traduziria na baixa generalizada de preços (como de resto se verificou no século 19).

Mas se uma subida de preços se deve ao aumento da margem de lucro, isso atrai novos produtores para tirarem partido dessa maior margem equilibrando outra vez o preço.

Por isso, o que um político deve fazer é perguntar:

Existe alguma barreira legal/administrativa/etc que impeça que novos concorrentes apareçam?

Armas nas escolas

Creio que hoje e nos próximos dias vai-se falar muito de alunos que levam armas para a escola. Assim, ainda antes de alguém vir defender detectores de metais à porta das escolas, eu apresento já estes argumentos de Chris Dillow contra essa ideia (este link não quer dizer que concorde com eles todos, até porque alguns são especificamente britânicos).

Finalmente uma boa discussão sobre a verdade do 9/11


9/11 Conspiracy Theories 'Ridiculous,' Al Qaeda Says

O portal de preços


A mim parece-me que não seria uma má ideia - a verdade é que ninguém sabe como o INE calcula a taxa de inflacção, e muita gente suspeita que os números são cozinhados. Se o INE divulgasse periodicamente a evolução dos preços de várias mercadorias padrão (e não apenas a taxa de inflacção em bruto), isso tornaria possivel:

- aos consumidores saberem se vale a pena perder tempo a procurar outro fornecedor ou não: se o INE indicasse um valor médio para o preço das costoletas de borrego e no sitio onde eu as compro o preço fosse muito superior eu ficava a saber que era uma boa ideia fazer uma ronda pelos supermercados de Portimão à procura de preços mais baratos

- saber se os dados do INE são de confiança: se os preços anunciados de vários produtos fossem muito diferentes dos preços observados no mundo real (mesmo depois de fazer a ronda aos supermercados), era sinal que a taxa de inflacção é calculada a aprtir dos preços de alguma mercearia ao pé da sede do INE

- criar "taxas de inflacção alternativas": quem achasse que as poderações usadas no cálculo do IPC não reflectem verdadeiramente o padrão de consumo do português típico (ou de determinado grupo social), poderia usar os dados do "observatório de preços" para calcular a sua própria "taxa de inflacção"

Quanto ao argumento que "a evolução dos preços e a comparação deles, já agora, não cabe ao estado, que nisso gastaria recursos pagos pelo contribuinte", convém lembrar que o Estado já recolhe essa informação para calcular o IPC - seria apenas uma questão de divulgar os dados.

O único ponto negativo que vejo é que essa informação talvez facilitasse tentativas de cartelização informal.

[A partir do momento em que um radical de esquerda defende uma ideia do Paulo Portas é que a Ala Liberal do CDS/PP vai mesmo ter certeza que "não é este o caminho"]

Ainda sobre a escola, alunos, etc.

A respeito das questões de disciplina na escola, turmas inclusivas ou segregadas, etc., é frequente invocar-se a dicotomia entre "os alunos que não querem aprender" e "os alunos que querem aprender"; por vezes introduz-se um terceito termo, "os alunos médios que são os mais prejudicados pela indisciplina e pelo facilitismo porque são os que mais precisam da escola".

Parece-me que há aqui um grupo que está esquecido (ou estará inserido no grupo dos "que querem aprender"?): o grupo dos "alunos que querem aprender mas não querem aprender na escola", porque não gostam de ter horários e, de qualquer maneira, só por um incrivel acaso estatistico é que a matéria que a dado momento está a ser ensinada numa aula corresponde ao assunto que eles sentem curiosidade nesse momento (p.ex, podem estar numa aula de Português com o professor a falar de sintagmas verbais mas a cabeça deles estar completamente ausente porque estão a pensar em algum assunto de Ciências da Natureza). E se, em vez de "os alunos que querem aprender", falarmos em "os alunos que querem aprender e têm hábitos de trabalho" (outra formulação bastante usual) ainda mais díficil se torna saber onde encaixar o sub-grupo a que me refiro, já que por norma não têm hábitos de trabalho (podem ter é hábitos de leitura, o que penso que é algo bastante diferente).

Wednesday, April 02, 2008

Ron Paul: Disband NATO

"This is Ron Paul’s statement before the US House of Representatives on House Resolution 997, “expressing the strong support of the House of Representatives for the North Atlantic Treaty Organization to enter into a Membership Action Plan with Georgia and Ukraine.”

Mr. Speaker, I rise in opposition to this resolution calling for the further expansion of NATO to the borders of Russia. NATO is an organization whose purpose ended with the end of its Warsaw Pact adversary. When NATO struggled to define its future after the Cold War, it settled on attacking a sovereign state, Yugoslavia, which had neither invaded nor threatened any NATO member state.

This current round of NATO expansion is a political reward to governments in Georgia and Ukraine that came to power as a result of US-supported revolutions, the so-called Orange Revolution and Rose Revolution. The governments that arose from these street protests were eager to please their US sponsor and the US, in turn, turned a blind eye to the numerous political and human rights abuses that took place under the new regimes. Thus the US policy of “exporting democracy” has only succeeding in exporting more misery to the countries it has targeted.

NATO expansion only benefits the US military industrial complex, which stands to profit from expanded arms sales to new NATO members. The “modernization” of former Soviet militaries in Ukraine and Georgia will mean tens of millions in sales to US and European military contractors. The US taxpayer will be left holding the bill, as the US government will subsidize most of the transactions. Providing US military guarantees to Ukraine and Georgia can only further strain our military. This NATO expansion may well involve the US military in conflicts as unrelated to our national interest as the breakaway regions of South Ossetia and Abkhazia in Georgia. The idea that American troops might be forced to fight and die to prevent a small section of Georgia from seceding is absurd and disturbing.

Mr. Speaker, NATO should be disbanded, not expanded."

Tuesday, April 01, 2008

Quem transformou as escolas em prisões?


Creio que na "transformação das escolas em prisões", as responsabilidades são repartidas: é verdade que a esquerda (historicamente, até mais a tradição republicana do que a socialista) é a maior defensora da escolaridade obrigatória; mas, por outro lado, a partir do momento em que existe escolaridade obrigatória, a direita costuma ser a maior defensora da obrigatoriedade de assistir às aulas (em Portugal, o PP costuma ser o maior defensor da figura do "chumbo por faltas").

Caso Esmeralda (parte CXXVI)

Eu até acho que a Esmeralda/Ana Filipa devia ficar com os Gomes (apenas para não a submeter ao trauma de uma mudança de familia), mas que dizer de uma familia que até se recusa a levar a miúda às visitas semanais com os pais? E, se o problema é o Luis Gomes perder dias de trabalho, a mulher não está desempregada (bem, talvez ela não tenha carta)?

Re: Ecologia... social

Quando digo "já agora, pelo que sei da politica norte-americana, não me parece que essas ideias de alianças entre Libertários e Verdes façam grande sentido: podem ser parecidos em questões de politica externa e de liberdades civis, mas penso que demasiado diferentes no resto", refiro-me aos Libertários-com-L-grande e aos Verdes-com-V-grande (ou será com G-grande? enfim...), ou seja, não me refiro a uma incompatibilidade de principio entre as ideologias "libertarian" e ecologista, mas a uma incompatibilidade entre os programas do Partido Libertário e do Partido Verde (há dois, aliás); e com "alianças", refiro-me a alianças eleitorais, não necessariamente a colaborações em torno de campanhas one-issue, p.ex. (de qualquer forma, tenho a ideia que em ambos os lados há muita gente que confia mais no activismo social do que em eleger políticos).

Mas, para umas visões contrárias à minha:

A Strategic Green-Libertarian Alliance, de Kevin Carson

Monday, March 31, 2008

Sobre o caso à Esquerda contra os Bancos Centrais (II)

* "This [as novas propostas de centralização da regulação financeira] amounts to rearranging the deck chairs on the Titanic—the sort of gesture that one expects of government when faced with a crisis. When in doubt, play around with organizational charts. (...)

The big investment bankes, who profit from Fed policies, and are the first to get bailed out, are the real villains in this drama, and yet no Republican (and certainly not Hillary, whose campaign contributions from this crowd ensure her silence) is going to say this out loud. The real roots of the problem are the inflationary policies of Greenspan-Bernanke, who put the peddle to the metal during the days of “prosperity”—in short, Ron Paul was (and is) right. But a Republican administration would rather nationalize the banking sector than admit that. "Justin Raimundo

Ecologia ... social

A propósito do MM dizer:

[já agora, pelo que sei da politica norte-americana, não me parece que essas ideias de alianças entre Libertários e Verdes façam grande sentido: podem ser parecidos em questões de politica externa e de liberdades civis, mas penso que demasiado diferentes no resto]

Sempre achei que existia algo de ecológico-social no primado "libertarian" da não coerção sobre o livre arbítrio da pessoa, os seus contratos voluntários e a sua propriedade honesta. Afinal, da mesma forma que os sistemas ecológicos atingem um equilíbrio entre as várias espécies, de características muito diversas, de capacidades físicas bem diferentes, a ordem social pode, dizem, conjugar desenvolvimento para todos e liberdade, num equilíbrio natural (note-se que não estou a falar de darwinismo social) que dá lugar a todos (incluindo a acção social voluntária).

Além disso, muitos libertarians evocam precisamente os problemas de ambiente como resultado de um deficiente funcionamento do direito (estatista) e do sistema judicial (estatista), ao não reconhecer como direitos de propriedade (sujeitos a homesteading) as características do ambiente inerente aos residentes-proprietários. Sem essa deficiência, uma indústria que queira instalar-se ao lado de uma aldeia que lá está há muito tempo teria no mínimo de negociar (e se é que estariam dispostos a isso) a invasão dos seus direitos sobre a qualidade do ar, água, etc. Isso daria lugar a jurisprudência em casos de litígio, abrindo o espaço para que um dado equilíbrio fosse possível também nesse domínio.

Para já, muitas negociatas entre o poder central e os projectos (industriais, turismo, etc) seriam substituídos por benefício directo das comunidades locais, porque seriam estas a ter direitos reais, em vez de estes serem nacionalizados pelo poder central.

Será mesmo impossível o diálogo?

"I´m not a crook", Nixon

NATO, its chief insists, has no ambitions to become a "global policeman."

Democracia, auto-determinação e Guerra

"Let us put the problem another way: minarchist or democratic theory says that the state should have a monopoly of force in its territorial area. Let us agree for the sake of argument. But then the big unasked, and unanswered, question arises: what should be the territorial area? To paraphrase a favorite gambit of Ayn Rand's, the near-universal response is: Blankout! (...)

The minarchist argument against anarcho-capitalist libertarians is that there must be a single, overriding government agency with a monopoly force to settle disputes by coercion. OK, but in that case and by the very same logic shouldn't nation-states be replaced by a one-world monopoly government? Shouldn't unitary world government replace what has been properly termed our existing "international anarchy"? (...)

Just Boundaries and National Self-determination

What, then, is the answer? What national boundaries can be considered as just? In the first place, it must be recognized that there are no just national boundaries per se; that real justice can only be founded on the property rights of individuals. If fifty people decided voluntarily to set up an organization for common services or self-defense of their persons and properties in a certain geographical area, then the boundaries of that association, based on the just property rights of the members, will also be just.

National boundaries are only just insofar as they are based on voluntary consent and the property rights of their members or citizens. Just national boundaries are, then, at best derivative and not primary. (...) Only by boldly asserting the right of secession can the concept of national self-determination be anything more than a sham and a hoax.(...)

Referring back to political theory, since the nation-state has a monopoly of force in its territorial area, the one thing it must not do is ever try to exercise its force beyond its area, where it has no monopoly, because then a relatively peaceful "international anarchy" (where each state confines its power to its own geographical boundary) is replaced by an international Hobbesian chaos of war of all (governments) against all. In short, given the existence of nation-states, they should never exercise their power beyond their territorial area (a foreign policy of "isolationism"), and maintain the right of secession of groups or entities within their territorial area.

The right of secession, if fearlessly upheld, implies also the right of one or more villages to secede even from its own ethnic nation, or, even, as Ludwig von Mises affirmed in his Nation, State, and Economy, the right of secession by each individual." The Nationalities Question Murray N. Rothbard"