Saturday, February 28, 2009

No próximo Natal, o Sócrates há-de aparecer também no video

Talvez por volta dos 2 minutos



[Os Marines se calhar serão mais apropriados de que os Park Rangers.]

Tuesday, February 24, 2009

Pensamentos subversivos

"Be wary of strong drink. It can make you shoot at tax collectors... and miss." ---- Robert A. Heinlein

Sunday, February 22, 2009

Teoria subjectiva do valor versus valor-trabalho

Em poucas palavras, onde é que a teoria subjectiva do valor mais é evidente e onde a "valor-trabalho" mais ausente? Na produção de arte e cultura.

Falemos numa pintura e num autor.

Tem o custo de produção de uma pintura alguma coisa que ver com o seu valor? E com o preço que determinada obra atinge numa primeira exposição?

Este exemplo também serve para decompor o conceito de taxa de lucro "normal" (sobre os custos de produção).

É na produção de arte que provavelmente maiores taxas de lucro (algumas devem aproximar-se de infinito) sobre os custos de produção são atingidas.

E na verdade, hoje em dia, todas as empresas tentam por incorporação de design e imagem, obter essas taxas. No fundo, o que se procura é produzir o "valor subjectivo" suficiente para que as pessoas alegremente se sintam perfeitamente satisfeitas na compra de um dado produto brm acima do seu custo objectivo (Ipod? Iphone?). Mas mesmo isto enquanto outros não "copiam" a ideia e o conceito e o oferecem a taxas menores.

PS: A única coisa que podemos dizer sobre o normal ou anormal de uma taxa de lucro é que esta será tanto normal quanto:

- o produto vendido não está sujeito a qualquer protecção legislativa que tende a monopolizar/cartelizar artificialmente a sua produção (coisa bem frequente, nem que seja por normas ditas de "qualidade" que acabam a proteger os actuais produtores dos potenciais concorrentes) nem está livre de pagar externalidades (como poluição) decorrentes de litígio (as normas ambientais não favorecem o litígio entre proprietários de qualidade de ar e água e os seus poluentes... o que fizeram foi politizar/estatizar o tema).

Friday, February 20, 2009

O casamento homossexual - a questão do nome

Eu acho absurda, quer a posição dos "conservadores" que insistem que uma união-jurídica-entre-pessoas-do-mesmo-sexo-com-direitos-e-deveres-similares-aos-do-casamento não se pode chamar "casamento", quer a dos "progressistas"que insistem que tem que se chamar "casamento". Mas o que é que isso interessa?

De qualquer forma, eu suspeito que, se for aprovada essa figura jurídica mas com um nome diferente de "casamento", toda a gente lhe vai à mesma chamar "casamento".

Por outro lado, sendo eu um heterossexual anti-casamento, sou talvez a pessoa menos indicada para compreender as implicações simbólicas que o casamento homossexual tem (para ambos os lados).

Ainda sobre Ayn Rand

Ayn Rand’s Left-Libertarian Legacy, por Roderick T. Long. A tese do autor é a da que a interpretação mais coerente do pensamento de Ayn Rand é a que ele chama de "left-libertarian" (nesse contexto, um "left-libertarian" não é o que na Europa chamaríamos um "libertário de esquerda"; é mais algo estilo "um liberal que se sente mais próximo do anarco-sindicalismo do que do conservadorismo").

Pelo pouco que sei, duvido que ela concordasse.

A questão da poligamia (II)

Em resposta ao meu post anterior, alguêm escreveu "Ah, é? Como existe mais homosexuais masculinos tb corre-se o risco de haver mais mulheres solteiras...".

Isso só faria sentido se partissemos do principio que os homossexuais que se iriam casar homossexualmente, caso não exista o casamento homossexual se irão casar heterossexualmente, o que não me parece muito provável (realmente eu sei de casos de homossexuais casados heterossexualmente, mas suponho que não são estes que se iriam casar homossexualmente caso o casamento homossexual fosse aprovado).

A questão da poligamia

A respeito do casamento homossexual, há quem pergunte porque não legalizar também a poligamia. Já escrevi algo sobre isso há 3 anos; há uma diferença entre o casamento homossexual e casamento poligâmico: o segundo pode ter grandes externalidades negativas.

É que, por razões biológicas/evolucionárias há muito explicadas, quase de certeza que, numa sociedade que aceite o casamento poligâmico, haverá muito mais casos de casamentos poliginicos (um homem e várias mulheres) do que poliandricos (uma mulher e vários homens) - basta ver que as sociedades poliginicas são muito mais frequentes que as poliandricas. Ora, tal iria originar um desequilíbrio demográfico entre homens solteiros e mulheres solteiras (muito mais aqueles do que estas) que provavelmente não seria socialmente desejável.

Note-se que eu não estou necessariamente a defender que a poligamia não seja legalizada (nem que o seja); de qualquer forma, começo cada vez mais a desconfiar que a melhor solução para isto tudo talvez fosse mesmo abolir o casamento enquanto figura legal.

Thursday, February 19, 2009

Ayn Rand

“Just as [Woodrow] Wilson … led the United States into World War I, ‘to make the world safe for democracy’ – so Franklin D. Roosevelt … led it into World War II, in the name of the ‘Four Freedoms.’ … In the case of World War II, [those overwhelmingly opposed to war ... were silenced and] smeared as ‘isolationists,’ ‘reactionaries,’ and ‘American-First’ers.’ ”

“World War I led, not to [Wilson’s] ‘democracy,’ but to the creation of three dictatorships: Soviet Russia, Fascist Italy, Nazi Germany. World War II led, not to [Roosevelt’s] ‘Four Freedoms,’ but to the surrender of one-third of the world’s population into communist slavery.”

“If you have accepted the Marxist doctrine that capitalism leads to wars, read Professor Ekirch’s account of how Woodrow Wilson, the ‘liberal’ reformer, pushed the United States into World War I. ‘ He seemed to feel that the United States had a mission to spread its institutions – which he conceived as liberal and democratic – to the more benighted areas of the world. ’ It was not the ‘selfish capitalists,’ or the ‘tycoons of big business,’ or the ‘greedy munitions-makers’ who helped Wilson to whip up a reluctant, peace-loving nation into the hysteria of a military crusade – it was the altruistic ‘liberals’ of the magazine The New Republic …”

“Observe the link between statism and militarism in the intellectual history of the 19th and 20th centuries. Just as the destruction of capitalism and the rise of the totalitarian state were not caused by business or labor or any economic interests, but by the dominant statist ideology of the intellectuals – so the resurgence of the doctrine of military conquest and armed crusades for political ‘ideals’ were the product of the same intellectuals’ belief that ‘the good’ is to be achieved by force.”

Debate keynesianos vs. austríacos: um ponto para os "austríacos"

Ando eu a tentar defender a teoria keynesiana contra a austríaca e o Paul Krugman (que até deve ser muito mais keynesiano que eu) tira-me o tapete:

"Sulfato de miguel"

Alguêm chegou a este blog fazendo uma busca por "sulfato de miguel". Imagino que seja o que se obtém se eu for dissolvido em ácido sulfúrico.

Um candidato a ser condecorado no 10 de Junho?

Afinal, não é toda a gente que tem dinheiro a receber do Estado e recusa recebé-lo:

Rejeita reforma choruda e vive em caverna

Manuel Maria Dias, 80 anos, é talvez o último dos homens primitivos a viver em Portugal. Tem milhares de euros a receber da reforma mas habita uma caverna escavada entre duas pedras em Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital.

Não há luz, nem água canalizada. A higiene, da casa e a pessoal, é feita ao lado dos cobertores estendidos no chão enlameado. A barba e as unhas demonstram o isolamento a que se votou. Ao lado das penedias em que habita, está o início de um barracão que a junta de freguesia iniciou. De nada valeu. Manuel Maria Dias é um homem livre. Nem a reforma quer. "Tem algum jeito nunca ter dado nada ao Estado e agora querem dar-me a mim?", pergunta-se.

"O dinheiro é sangue, custa a ganhar", aponta o octogenário que mora entre duas rochas num terra que o pai comprou "antes de ir para o Brasil. Somos três, as minhas irmãs moram lá para baixo e eu vivo aqui. Sozinho!", dispara com lucidez acutilante.

A casa, assim lhe chama há cerca de cinco anos, são duas pedras cobertas com plástico e pinheiros. Lá dentro uma protuberância das rochas guarda a água que serve para cozinhar e limpar. Ao lado está a cama e ao fundo, numa reentrância dos penedos fica a dispensa. De que vive? "Trabalho nas florestas e vendo uns cabos para enxadas nas feiras." O magro sustento permite "comprar umas cabras ou galinhas".

Os 30 quilómetros que separam Seixo da Beira de Nelas ou de Oliveira do Hospital são percorridos sempre a pé. "Demoro três horas", conta o eremita. Manuel já não tem animais. "O que compro enterro na terra e a gente perde a vontade de trabalhar, não se tira lucro nenhum. Arrendei o pasto."

As compras "são feitas uma vez por mês" quando vai à feira. Os dias são passados na lavoura. É da terra que vem o sustento. "Semeio centeio e faço pão." A carne que come é comprada "de vez em quando", explica. Os dias "são passados a trabalhar, à noite como e cama". E o frio? "Agacho-me aqui e faço uma fogueira." A fogueira, feita no mesmo buraco onde dorme, é alimentada com troncos que vai puxando à medida que ardem.

Apesar de tudo, é aqui que Manuel é feliz, rejeita mudar de vida. "Sou feliz aqui. É a vida de um pobre homem só. Triste mas uma vida", exclama.

Wednesday, February 18, 2009

Sobre "crimes sexuais contra menores"


Na comunicação social tal tem sido apresentado como registo permanente dos individuos condenados por "pedofilia".

O problema é que não há nenhum crime no código penal [pdf] chamado "pedofilia"... O que existe é:

  • abuso sexual de crianças ("acto sexual de relevo com ou em menor de 14 anos"
  • abuso sexual de menores dependentes ("[acto sexual de relevo] relativamente a menor entre 14 e 18 anos que lhe tenha sido confiado para educação ou assistência")
  • actos sexuais com adolescentes ("acto sexual de relevo com menor entre 14 ou 16 anos (...) abusando da sua inexperiencia")
  • recurso à prostituição de menores ("acto sexual de relevo com menor entre 14 e 18 anos, mediante pagamento ou outra contrapartida")
  • lenocinio de menores ("fomentar, favorecer ou facilitar o exercicio de prosituição de menor")
  • pornografia de menores
  • e mais todos os crimes sexuais "normais" (como violação) praticados sobre vitimas menores

E não sei se meter todos esses crimes no mesmo saco fará grande sentido (note-se que também não sei se o projecto do CDS os mete todos no mesmo saco). Nomeadamente, o argumento a favor do registo permanente dos pedófilos é de que a pedofilia é uma compulsão incurável e que os pedófilos irão reincidir se tiverem oportunidade; mas muitos dos crimes atrás descritos não correspondem necessariamente à pedofilia como categoria psicológica (aliás, acho que por vezes há uma tendência para chamar "pedofilia", não apenas à pedofilia mas também à efebofilia, o que confunde ainda mais a discussão) . Por outro lado, também é verdade que, no que diz respeito à adopção (a razão principal porque o CDS apresenta esta proposta), provavelmente não virá grande mal ao mundo se todos os culpados de crimes sexuais contra menores (mesmo que não sejam tecnicamente "pedófilos") forem impedidos de adoptar crianças...

Já agora, ainda a respeito desta questão, é curioso que, perante o que parece ser um caso concreto de "crime sexual contra menores", a opinião de muita gente (pelo menos a avaliar pelos comentários na noticia) até pareceu ser que não foi nada de especial...

Se o messias diz...

"Obama Says Afghan War Is `Still Winnable,' Will Send 17,000 More Soldiers" (Bloomberg)

Monday, February 16, 2009

Quizzes

Wich book are you?


You are the Lord of the Rings (J. R. R. Tolkien); you are intricate, mystical, epic and ethereal. You are the classic hero. And the wonderful final triumph of good. You are old fashioned and almost infuriatingly slow at times, but keep the language creation coming. Through you we've all learned the importance of being Gollum.





You're a Kangaroo!

Big and brash, but also spry, you were probably a track star at some point in your life. You certainly could do well at the field events, if not always the track as well. When not jumping over hurdles on the track, you've found ways to overcome hurdles in life, usually by stuffing things away for later use. This resourcefulness is combined with a certain amount of charm to persuade others to your side. You've been meaning to take up kickboxing as well, just in case.

Take the Animal Quiz
at the Blue Pyramid.


[via Womenage a Trois]

Re: Do sovietismo "democrático"


Não percebo muito bem como Gabriel Silva está a fazer esta conta: em primeiro lugar (excluindo os deputados do PPM e do MPT eleitos em listas do PSD) há seis partidos parlamentares - PS, PSD, PCP, PP, BE e PEV. Eu imagino que Gabriel Silva esteja a excluir o PEV, já que é duvidoso que esse "partido" tenha existência real.

Mas então, se vamos só contar com PS, PSD, PCP, PP e BE, não estou a ver onde Gabriel Silva foi descobrir quatro partidos com lideres eleitos em listas únicas: atendendo a que Manuela Ferreira Leite teve a oposição de Passos Coelho, Santana Lopes e Patinha Antão e que Francisco Louçã teve a oposição de Teodósio Alcobia e de João Delgado, pelas minhas contas temos apenas 3 partidos com lideres eleitos em listas únicas.

Ron Paul: "What if"



What if we wake up one day and realize that the terrorist threat is a predictable consequence of our meddling in the affairs of others?

What if propping up repressive regimes in the Middle East endangers both the United States and Israel?

What if occupying countries like Iraq and Afghanistan – and bombing Pakistan – is directly related to the hatred directed toward us and has nothing to do with being free and prosperous?

What if someday it dawns on us that losing over 5,000 American military personnel in the Middle East since 9/11 is not a fair trade-off for the loss of nearly 3,000 American citizens, no matter how many Iraqi, Pakistani, and Afghan people are killed or displaced?

What if we finally decide that torture, even if called "enhanced interrogation techniques," is self-destructive and produces no useful information – and that contracting it out to a third world nation is just as evil?

What if it is finally realized that war and military spending is always destructive to the economy?

What if all wartime spending is paid for through the deceitful and evil process of inflating and borrowing?

What if we finally see that wartime conditions always undermine personal liberty?

What if conservatives, who preach small government, wake up and realize that our interventionist foreign policy provides the greatest incentive to expand the government?

What if conservatives understood once again that their only logical position is to reject military intervention and managing an empire throughout the world?

What if the American people woke up and understood that the official reasons for going to war are almost always based on lies and promoted by war propaganda in order to serve special interests?

What if we as a nation came to realize that the quest for empire eventually destroys all great nations?

What if Obama has no intention of leaving Iraq?

What if a military draft is being planned for the wars that will spread if our foreign policy is not changed?

What if the American people learn the truth: that our foreign policy has nothing to do with national security and that it never changes from one administration to the next?

What if war and preparation for war is a racket serving the special interests?

What if President Obama is completely wrong about Afghanistan and it turns out worse than Iraq and Vietnam put together?

What if Christianity actually teaches peace and not preventive wars of aggression?

What if diplomacy is found to be superior to bombs and bribes in protecting America?

What happens if my concerns are completely unfounded – nothing!

What happens if my concerns are justified and ignored – nothing good!

http://www.house.gov/

Saturday, February 14, 2009

900 mil pessoas com emprego protegido?

O Expresso noticia "são cerca de 900 mil pessoas que trabalham na esfera pública e vão ter o emprego protegido num ano de recessão grave em Portugal".

Errado. Pelo menos no caso especifico dos hospitais EPE, os trabalhadores podem ter:
  • Contrato por tempo indeterminado
  • Contrato sem termo
  • Contrato a termo certo
  • Contrato a termo incerto
  • Contrato de prestação de serviços (não sei se estes últimos contam para os tais 900 mil)
Desses, apenas os "contratos por tempo indeterminado" e os "contratos sem termo" (os primeiros são os antigos "funcionários públicos"; os segundos - onde eu me incluo - são contratados ao abrigo do Código do Trabalho) têm "emprego protegido"; os contratados a termo podem ser despedidos e/ou o contrato não ser renovado (e isso acontece com alguma frequência).

O Dia de S. Valentim tem racionalidade económica?

The rationality of Valentine's day, por Chris Dillow.